Representantes dos Trabalhadores dos CTT querem mais proteção no trabalho

Os representantes dos trabalhadores dos CTT para a Segurança e Saúde no Trabalho reivindicaram hoje condições de proteção dos trabalhadores e adequação dos horários à situação em que estão a cumprir as tarefas em plena pandemia da covid-19.

Cristina Bernardo

Num comunicado, estes representantes dos trabalhadores denunciam “a falta de um plano de contingência capaz de salvaguardar a saúde e segurança” dos funcionários dos CTT, pois continua a faltar materiais e equipamentos de proteção, como luvas, máscaras ou desinfetante, nos diferentes locais de trabalho.

Samuel Vieira, que integra esta comissão e a comissão de trabalhadores dos CTT, disse à agência Lusa que têm “alertado várias vezes a administração para esta gravosa situação”, sem resultados aparentes.

“Pedimos, há cerca de uma semana, a marcação de uma reunião com caráter de urgência para discutir estas questões com a administração dos CTT, mas até agora não obtivemos qualquer resposta”, disse.

Os representantes dos trabalhadores para a segurança e saúde no trabalho consideram necessário que seja feita uma higienização e limpeza dos locais de trabalho, com nebulizações de longa duração, para diminuir o risco de contágio, que sejam cumpridas as instruções da Direção Geral da Saúde relativas às distâncias a manter entre os trabalhadores nos seus locais de trabalho e entre estes e os clientes.

Segundo Samuel Vieira, um dos principais problemas com que se deparam os carteiros é a falta de um local para se alimentarem ou para irem à casa de banho e, por isso, reivindicam a redução do horário nesta fase de estado de emergência.

“Tal com os trabalhadores das lojas, que estão abertas entre as 9:00 e as 13:30, os trabalhadores da distribuição de correspondência também deveria fazer esse horário”, defendeu.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 311 mortes e 11.730 casos de infeções confirmadas.

O estado de emergência está em vigor desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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