Santo Antão vai ter quinto aeroporto internacional de Cabo Verde com pista de 2 mil metros

O aeroporto internacional de Santo Antão vai ficar localizado na zona de Ponta do Morro Preto, a sete quilómetros da cidade do Porto Novo, e nas imediações de Casa de Meio, no mesmo concelho.

O primeiro-ministro cabo-verdiano considerou esta sexta-feira ser um “momento importante” a apresentação dos estudos que confirmam a viabilidade do aeroporto internacional de Santo Antão, o quinto de Cabo Verde, com uma pista de 2.000 metros.

“Este é um momento importante, o cumprimento de um compromisso importante para Santo Antão, para Cabo Verde, dotar esta ilha de um aeroporto internacional, para voos internacionais com pista de 2.000 metros”, disse Ulisses Correia e Silva, na apresentação dos estudos, feitos depois de vários anos de recolha de dados.

O aeroporto internacional de Santo Antão vai ficar localizado na zona de Ponta do Morro Preto, a sete quilómetros da cidade do Porto Novo, e nas imediações de Casa de Meio, no mesmo concelho.

Depois dos estudos de viabilidade técnica, os técnicos e representantes da empresa espanhola Ineco, Marta Martinez e Miguel Bernardo, apontaram como passos seguintes a realização de estudo preliminar de procedimentos de voo, plano diretor do novo aeroporto e avaliação ambiental estratégica.

Seguir-se-á também a solicitação da autorização para construção, e a construção propriamente dita, cuja data de início não foi avançada, e a última fase será a autorização de abertura do tráfego.

O primeiro-ministro sublinhou os investimentos feitos nos últimos anos para determinar a viabilidade técnica da infraestrutura aeroportuária na ilha mais montanhosa e mais a norte de Cabo Verde, assegurando todas as condições para que se possa avançar para as fases seguintes.

“Há viabilidade técnica, é a parte mais complexa e que levou o seu tempo necessário e que permite que possamos avançar para as fases seguintes, sempre com a segurança de que estaremos a tomar decisões que não são por impulsos ou por vontade política, mas sim em decisões que dão garantia de sucesso e credibilidade”, salientou Ulisses Correia e Silva.

Nas próximas fases, o chefe do Governo destacou o plano diretor, que definirá as opções de desenvolvimento futuro da nova infraestruturas, os custos envolvidos e a identificação da procura e caracterização do tráfego.

“Nós entendemos, e está cada vez mais claro, que se trata de um investimento que se justifica, alavanca o turismo de Santo Antão”, prosseguiu o primeiro-ministro, afirmando esperar que o turismo da ilha não perca as suas características, de ser virado para a natureza.

Em última instância, Ulisses Correia e Silva disse que o Governo quer criar condições para que haja mais emprego, mais dinamismo económico, para que a ilha passe a ser atrativa e retenha a sua população que tem perdido nos últimos anos.

“Este é o desafio que nós temos, que não se resolve apenas com um aeroporto, mas o aeroporto é um instrumento importante para isso”, mostrou, perspetivando o desenvolvimento integrado de Santo Antão nas suas diversas valências e potenciais.

Quando for construído, o aeroporto internacional de Santo Antão vai passar a ser o quinto do arquipélago, depois dos de São Vicente (Cesária Évora), Sal (Amílcar Cabral), Boa Vista (Aristides Pereira) e Praia (Nelson Mandela). São Nicolau, Maio e Fogo têm aeródromos.

Santo Antão liga neste momento de barco e apenas com a ilha vizinha de São Vicente, depois da desativação em 2007 do aeródromo Agostinho Neto, localizado em Ponta do Sol, concelho da Ribeira Grande.

Com uma superfície de 779 quilómetros quadrados, Santo Antão é a terceira ilha mais populosa de Cabo Verde, com cerca de 40 mil habitantes, e Porto Novo, que também tem o Porto Marítimo, é o maior centro populacional da ilha, com quase metade da sua população.

Conforme dos dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) e da Direção Geral do Turismo (DGT), a ilha tem vindo a registar um aumento do número de turistas, com mais de 42 mil em 2019, representando uma taxa de crescimento acima de 20%, enquanto a média nacional situa-se em 7%, com um recorde de 820 mil há dois anos.

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