Shell “abraça” eletricidade

A Shell inaugurou no Reino Unido o seu primeiro posto de carregamento rápido de elétricos, o mais recente sinal de que as grandes petrolíferas estão conscientes da importância deste novo tipo de veículos.

A partir de agora, passa a ser possível recarregar veículos elétricos em três postos da Shell no Reino Unido. A marca abriu postos de carregamento rápido de elétricos em Londres, Surrey e Derby, no mais recente sinal de que as principais petrolíferas estão a tomar consciência da disrupção que os veículos com motores elétricos estão – e vão – ter na sua indústria.

Só para termos um exemplo, o Reino Unido conta com cerca de 8000 postos de combustível, que têm vindo a encerrar ao ritmo de 100 por ano. A consultora Wood Mackenzie estima que este número atinja os 6000 já em 2035.
“Com o declínio da venda de modelos Diesel, é vital que existam pontos de carregamento para carros elétricos nas estações de serviço, parques e ruas”, disse em comunicado Shirley Rodrigues, vereadora do Ambiente e da Energia da cidade de Londres.

A solução passará, assim, pela reconversão dos postos tradicionais em postos mistos, com recarregamento rápido de veículos elétricos ou eletrificados, até porque é esperado que aumentem a sua popularidade na segunda metade da próxima década, principalmente devido à descida do preço das baterias, segundo afirma um relatório da divisão de novas energias da Bloomberg.

Até porque a mudança dos consumidores para veículos elétricos pode diminuir a procura por petróleo em cerca de 8 milhões de barris/dia em 2040, quase tanto como a capacidade atual de produção da Arábia Saudita.

A Shell está, assim, a tentar liderar o caminho nesta alteração de paradigma. Na passada semana, a petrolífera comprou a NewMotion, um dos maiores fornecedores europeus de recarregamento de elétricos, apontando a que, até 2025, 20% do lucro dos seus postos de abastecimento seja proveniente de veículos sem motores térmicos. Para tal, planeia, para já, expandir até mais sete locais a sua rede de carregamento, não se sabendo quanto é que começará a estabelecer-se fora do Reino Unido.

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