Siemens dá as boas-vindas a empresas que querem testar projetos e produtos

A tecnológica inaugurou esta segunda-feira o primeiro i-Experience Center 4, o centro de experimentação e desenvolvimento de projetos destinados à Indústria 4.0. O investimento corresponde a uma das medidas do Programa Indústria 4.0 e envolveu mais de 100 mil euros.

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Os novos modelos de negócio industrial implicam rapidez, flexibilidade, qualidade e eficiência. Para responder aos desafios da digitalização neste setor, as universidades e as empresas podem agora contar com um novo espaço que as vai permitir testar novas soluções e conhecer como poderão melhorar a sua performance operativa.

A Siemens Portugal inaugurou esta segunda-feira, 19 de janeiro, o primeiro i-Experience Center 4, o centro de experimentação e desenvolvimento de projetos destinados à Indústria 4.0, na sede da tecnológica, em Alfragide. Trata-se de uma medida prevista no Programa Indústria 4.0 que permite idealizar um projeto ou um produto, concebê-lo nas várias fases de produção e produzi-lo virtualmente antes de avançar para o modelo final.

“Temos todos os conceitos que hoje se aplicam na indústria de manufatura ou de processo e toda a componente de software, que é o que dá o conceito do digital twin – a conceção em termos virtuais e a sua produção em termos reais”, afirmou António Mira, diretor para a indústria da Siemens Portugal, aos jornalistas.

O investimento corresponde a uma das medidas do Programa Indústria 4.0 e requereu mais de 100 mil euros e, pelo menos, seis meses de trabalho. “É algo que necessita de muito mais tempo do que eu inicialmente planeava, porque tem por trás todo um plano, um projeto de execução, os equipamentos, as licenças de software, começara a produzir…”, justificou o porta-voz da empresa, à margem da cerimónia de inauguração.

O responsável da Siemens assegura que a empresa não tem, neste momento, “critérios de elegibilidade” à nova sala de experimentação quer se trate de uma startup ou de uma grande empresa que pretenda executar as demonstrações no local. “Admito que os possamos vir a ter, mas a ideia deste Experience Center é sobretudo trazer as pessoas que têm projetos, sejam pequenas, médias, grandes empresas, trazerem para cá os seus problemas e aquilo que pretendem e, depois, levá-los a desenvolvê-los com as ferramentas que aqui temos”, disse.

O presidente-executivo da Siemens Portugal, Pedro Pires de Almeida, e João Queiroz, responsável pela comunicação industrial da empresa, apresentaram o novo centro e os mecanismos disponíveis, como a impressora 3D, plataformas de Internet of Things ou com base no sistema operativo em cloud MindSphere.

A Siemens aliou-se à CADflow e à Beeverycreative para implementar os centros de experimentação em Alfragide, no Instituto Politécnico de Leiria e na Universidade de Aveiro. O quarto e quinto espaços de ‘incubação’ de soluções digitais poderá estar para breve (só ainda não se sabe o local).

Para o diretor-geral da COTEC, Jorge Portugal, este centro “é um bom exemplo de uma learning factory que permite a demonstração do potencial das tecnologias indústria 4.0 em termos de rapidez de resposta, eficiência e maior integração nas cadeias de valor”.

A cerimónia de abertura coincidiu com a reunião do Comité Estratégico da Plataforma Portugal i4.0, uma iniciativa do Ministério da Economia e da COTEC Portugal – Associação Empresarial para a Inovação, onde estiveram presentes 29 organizações públicas e privadas. Do Comité fazem ainda parte a BA Glass, o BPI, o BCP, a CEiiA, os CTT, a Deloitte, a Embraer Portugal, a Frulact, a Glintt, a GS1 Portugal, a ISQ, a José de Mello, a Martifer, a Nokia, a NOS, a PT Portugal, a REN, a Navigator, a AICEP, a ANI, a CIP, a COMPETE2020, o IAPMEI, o IEFP, o IPQ, a PORTUGALclusters e a Turismo de Portugal.

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