Siza Vieira espera que economia portuguesa cresça mais de 13% no segundo trimestre

“Há que continuar a trabalhar não lamentando os tempos”, considerou Siza Vieira durante debate sobre Estado da Nação.

O ministro da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, revelou a expectativa de que a economia portuguesa tenha um crescimento superior ao do ano passado no segundo trimestre de 2021.

As declarações do ministro foram feitas durante o debate sobre o Estado da Nação, onde o foco esteve na distribuição dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Na sua intervenção, Pedro Siza Vieira sublinhou que em 2020 registou-se “13,3% de crescimento” e confessou que espera “outro tanto ou talvez mais no segundo trimestre deste ano”. “Há que continuar a trabalhar não lamentando os tempos”, considerou.

O governante destacou que “as exportações de bens aumentaram a sua competitividade e atingiram nos primeiros cinco meses de 2021 valores superiores aqueles que tínhamos no período homologo de 2019”.

“O investimento privado cresceu e durante o ano passado Portugal cresceu no ranking dos países europeus que mais investimento estrangeiro recebe. A taxa de desemprego manteve-se firme ao longos dos últimos 12 meses e em junho o total de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu 24 mil pessoas”, sublinhou o ministro da Economia.

Relativamente ao que foi dito no Parlamento esta quarta-feira, Siza Vieira rejeitou algumas das criticas feitas ao Governo. “Ao longo destes 16 meses, só na frente económica de que me ocupo mais de perto, ouvimos dizer que os apoios dirigidos às empresas seriam insuficientes, que o desemprego seria galopante e a crise social dramática. Que as falências destruiriam o tecido produtivo que as finanças públicas se descontrolariam, que a dívida se tornaria insuportável e a União Europeia precipitaria a austeridade. A catástrofe estaria aí na próxima oportunidade. Hoje voltamos a ouvir isso”, afirmou Siza Vieira.

Para o ministro da Economia o discurso fatalista está a ser aplicado “agora com a retirada dos apoios públicos que passaram de insuficientes a ser indispensáveis. Agora o que anuncia o apocalipse é o chamado fim das moratórias, a nova barca do inferno da económica portuguesa”.

“Não há que negar o impacto muito controverso que esta pandemia teve na nossa sociedade e na nossa economia e no entanto sempre as empresas persistiram, sempre o país enfrentou estas adversidades”, apontou Siza Vieira, acrescentando que “o Governo sempre foi estendo apoios à medidas das circunstancias e já garantiu que estes se manterão enquanto tal se demonstrar necessário”.

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