Startup Gooders chega a Portugal para recompensar voluntários com moedas virtuais

A empresa brasileira quer unir organizações não-governamentais, empresas e voluntários em prol da responsabilidade social. Entre os parceiros nacionais estão Cofina, Dott, ProdTo e Sharkcoders.

A priori, os voluntários não pensam nas benesses materiais que podem obter do voluntariado, mas há uma empresa do Brasil que considera os prémios vantajosos quer para as pessoas que os recebem quer para as empresas que os dão. Chama-se Gooders e está agora disponível em Portugal para recompensar voluntários e criar parcerias com associações e empresas nacionais.

A empresa com escritórios em São Paulo e Belo Horizonte desenvolveu um modelo que alia na mesma aplicação organizações não-governamentais (ONG), voluntários e marcas em prol da responsabilidade social.

Os utilizadores que se inscrevem na app da startup brasileira podem escolher entre centenas de ações solidárias promovidas por ONG e, assim que as terminem, ganham “gooders”, moedas virtuais que, depois, podem ser utilizadas em descontos/ofertas nos diversos parceiros da empresa (como o grupo de comunicação social Cofina, o website de compras online Dott, a plataforma de mercearia ProdTo e a escola de programação Sharkcoders).

Cada 10 minutos de voluntariado equivalem a 1 “gooder”, mas a moeda por ter diferentes valores para cada empresa parceira. No Brasil, a startup conta com o apoio de multinacionais como a McDonal’s, a Samsung e a IBM.

Portugal é o primeiro mercado externo na qual a Gooders se lança, inicialmente, com cerca de 400 ações de voluntariado de 3 mil ONG nacionais, através da Bolsa de Voluntariado.  O gestor que está à frente da Gooders em Portugal passou pela Orey Financial, Go Bulling, Caixa Geral de Depósitos, banco de investimento dinamarquês Saxo Bank, fundou a startup Carlicity e criou o blog “Aprender Sobre Bitcoin”.

“Portugal é um país solidário e temos mais manifestações de voluntariado do que muitos países desenvolvidos. Temos um povo que sabe bem acolher e cuidar e por isso faz todo o sentido criar um sistema de retorno para as pessoas que dedicam horas da sua vida a causas”, afirma Pedro Borges, country manager da Gooders em Portugal.

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