A Siemens Portugal faz 120 anos este ano, e para os celebrar, a empresa juntou líderes de empresas para debater sobre as “Visões de Futuro”. O encontro também serviu para a empresa tecnológica apresentar o seu relatório, que elaborou em conjunto com 12 associações empresariais nacionais, onde apresenta reflexões sobre o futuro dos mercados estratégicos que representam.
Sofia Tenreiro, CEO da Siemens em Portugal, afirma que a “tecnologia permite sedimentar” os principais objetivos das empresas, que, segundo o relatório, passam por reter talento e conhecimento, menos burocracia e fomentar a colaboração ativa e estratégica entre empresas e academia. “Temos de perceber como conseguimos trazer a tecnologia para aumentar a nossa capacidade de adaptação e fazer mais”, referiu.
A opinião da CEO vai ao encontro do objetivo da empresa, que acredita que “a tecnologia é a resposta para os principais desafios que enfrentamos atualmente, como as alterações climáticas e demográficas, a escassez de recursos humanos e naturais, entre outros”, lê-se no relatório.
Tanto em Portugal como nos restantes países a empresa tem estado a inovar, tendo, desde 2014, o Siemens Portugal Tech Hub, onde são desenvolvidas soluções tecnológicas. A CEO destaca quatro áreas a que o hub se dedica, à inteligência artificial, nomeadamente a como é que se traz esta para todos os processos, ao Metaverse Universal, ao digital twin, que é uma representação da realidade, e aos dados.
Durante a sua apresentação, a CEO garantiu que a empresa iria continuar a apostar no país, nos clientes e nos parceiros.
Relatório- “Visões do Futuro Setores estratégicos que impulsionam Portugal”
A Associação Business Roundtable Portugal (BRP) foi uma das associações escolhidas para participar no relatório. Um dos pontos que a BRP destaca é o lento crescimento económico que o país tem registado.
“Portugal precisa de regressar ao top 5 da Europa, e para isso precisamos de crescer mais e mais rápido”, referiu Carlos Moreira da Silva, presidente da BRP.
A associação destaca ainda o enorme gap que existe na estrutura empresarial do país. “Faltam-nos grandes empresas e temos um excesso de microempresas. Precisamos de fazer esta transformação mais rápida”, salienta.
Para o presidente da BRP, o país necessita de um “choque de gestão” para aumentar a sua produtividade e começar a registar um crescimento económico mais acelerado.
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