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Teixeira Duarte regista lucros de 43 milhões de euros no primeiro semestre

Este valor representa um aumento de 32 milhões de euros face ao período homólogo de 2024. Por sua vez, o EBITDA atingiu os 27 milhões de euros, 36% abaixo do registado no primeiro semestre de 2024.
22 Agosto 2025, 18h00

O Grupo Teixeira Duarte registou um lucro de 43 milhões de euros no primeiro semestre, o que significou um aumento de 32 milhões de euros face ao período homólogo de 2024, com um resultado líquido atribuível a detentores de capital de 42 milhões de euros, informou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esta sexta-feira.

Este resultado permitiu à empresa reforçar a sua carteira de obras em 1.630 milhões de euros, refletindo um aumento de 5,9%. Já a dívida financeira líquida fixou-se em 565.437 milhares de euros, o que se traduziu numa redução de 77.561 milhares de euros face ao final do ano passado.

Por sua vez, o EBITDA atingiu os 27 milhões de euros, 36% abaixo do registado no primeiro semestre de 2024 motivado pela redução de EBITDA no setor imobiliário.

Em Portugal, as vendas e prestações de serviços registaram um decréscimo de 6.223 milhares de euros face a junho de 2024, enquanto nos mercados internacionais com destaque para o Brasil, verificou-se uma redução de 44.980 milhares de euros.

A Teixeira Duarte justifica esta quebra no mercado imobiliário com as vendas a serem “muito impactadas pelo ciclo de desenvolvimento dos empreendimentos, porquanto a comercialização dos ativos só tem efeito contabilístico aquando da sua entrega”, salientando que em Portugal, a conversão de cinco atuais sociedades anónimas em sociedades de investimento coletivo e a entrega de ações, prevista para o segundo semestre de 2025, acordada no âmbito do acordo de refinanciamento, “vai permitir que as contas do Grupo passem a traduzir, semestralmente, o desempenho dos respetivos empreendimentos imobiliários, o qual tem sido excelente”.

Apesar do volume de negócios ter sido de 320 milhões de euros, tal valor representou redução de 57 milhões de euros (15,1%) em relação ao primeiro semestre de 2024.

Já o acordo de refinanciamento, assinado em março deste ano, estabeleceu um novo plano de reembolso “com o alongamento das respetivas maturidades e uma otimização do seu custo de financiamento, com impacto positivo de 60 milhões de euros nos resultados financeiros, equivalente à atualização registada ao nível do valor dos respetivos financiamentos bancários”, indica o comunicado.

No segmento da construção, as vendas e prestações de serviços reduziram 12.949 milhares de euros, o que correspondeu a uma diminuição de 6,2% face ao período homólogo de 2024, atingindo 195.258 milhares de euros.

Em Portugal este indicador diminui 16,4% face ao mesmo período do ano anterior, atingindo 98.610 milhares de euros nos primeiros seis meses de 2025.

Os mercados externos registaram um aumento de 7,1% face a junho de 2024, o que corresponde a uma subida de 6.430 milhares de euros, entre os quais se realça o aumento de 3.594 milhares de euros em Angola e de 1.698 milhares de euros no Brasil.

Deste modo, Portugal representa 50,5% das vendas e prestações de serviços na construção, que compara com 56,7% face ao período homólogo de 2024.

As concessões e serviços aumentaram 8,7% face ao mesmo período do ano passado, tendo Portugal registado um incremento de 9,6% e os mercados externos a aumentarem 7,7% face ao período homólogo.

Destaque para o mercado angolano que registou um incremento de 14,0% face a junho de 2024, totalizando 10.690 milhares de euros, absorvendo e contrariando assim o efeito da desvalorização do Kwanza angolano que se tem assistido desde o início do ano.

Já o setor da hotelaria observou um aumento de 2,7% face ao período homólogo de 2024, o que corresponde a mais 537 milhares de euros. A contribuição para este segmento centra-se principalmente na geografia angolana com um crescimento de 7,4%, o que equivale a um aumento de 1.008 milhares de euros face ao período homólogo. Em Portugal e Moçambique, verificou-se uma quebra de 9,5% e 1,6%, respetivamente.

No setor automóvel registou-se um decréscimo das vendas e prestações de serviços de 8,9% relativamente ao primeiro semestre de 2024, essencialmente por força do condicionamento das importações decorrente da dificuldade de acesso a divisas, assim como da desvalorização do Kwanza angolano.

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