Tomada de posse de Biden marcada pela segurança e sem qualquer distúrbio

As preocupações com segurança no dia da transição de poder nos EUA levou a um aparato nunca antes visto em Washington, mas também nos Capitólios estatais por todo o país. A cerimónia correu, ainda assim, sem imprevistos ou distúrbios.

Eric Schaff / EPA

Numa cerimónia marcada pela preparação sem precedentes a nível de segurança, Joe Biden e Kamala Harris tomaram posse esta quarta-feira, dia 20 de janeiro, como a nova dupla presidencial dos EUA sem incidentes, quer em Washington, quer nas restantes maiores cidades norte-americanas.

Os apertados aparatos de segurança montados nos Capitólios de Washington, D.C., e dos restantes estados americanos parecem ter dissuadido quaisquer ameaças de protestos violentos marcados para o primeiro dia do mandato de Biden.

Na capital do país, 25 mil tropas da Guarda Nacional foram destacadas para manter a ordem, depois das lamentáveis imagens de 6 de janeiro, quando uma multidão de apoiantes pró-Trump invadiram o edifício do Congresso na esperança de interromper o processo de certificação eleitoral. O evento de investidura de Biden já seria celebrado de forma atípica, dadas as restrições a que obriga a pandemia, mas as medidas de segurança marcaram ainda mais a celebração.

Vários legisladores democratas compareceram ao evento usando coletes à prova de bala, um reflexo das preocupações com possíveis eventos violentos a mancharem o dia que marca a transição de poder.

No restante território norte-americano, os 50 Capitólios estatais foram colocados igualmente sob apertada vigilância, com semelhantes barreiras e vedações para evitar protestos violentos. Para estes edifícios foram também destacadas tropas da Guarda Nacional.

Apesar de alguns meios de comunicação social terem reportado uma ameaça de bomba no Supremo Tribunal dos EUA durante a manhã do dia da tomada de posse, a Polícia do Capitólio esclarece à “USA Today” que não recebeu qualquer comunicação neste sentido.

A cidade de Washington continuará, no entanto, em estado de emergência até ao dia 24 de janeiro, com as pontes para a cidade a permanecerem ainda encerradas até quinta-feira, bem como o metro.

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