Transporte de passageiros abrandou em todos os modos em 2018

O transporte de passageiros em Portugal registou uma desaceleração transversal aos diversos modos durante o ano passado, de acordo com os dados publicados hoje, dia 8 de novembro, pelo INE – Instituto Nacional de Estatística. O transporte de passageiros por modo aéreo cresceu 6,8%, para 56,3 milhões, um abrandamento face à subida de 16,5% verificada […]

Cristina Bernardo

O transporte de passageiros em Portugal registou uma desaceleração transversal aos diversos modos durante o ano passado, de acordo com os dados publicados hoje, dia 8 de novembro, pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

O transporte de passageiros por modo aéreo cresceu 6,8%, para 56,3 milhões, um abrandamento face à subida de 16,5% verificada no ano anterior.

No modo ferroviário, os passageiros transportados aumentaram 3,9%, quando crescimento ocorrido em 2017 havia sido de 6%.

Também nos metropolitanos, a tendência foi a mesma, com os passageiros transportados no ano passado a aumentarem 4,3%, quando o crescimento no ano precedente foi de 5,1%.

Por fim o transporte fluvial registou uma subida de passageiros de 3,4% em 2018, contra um crescimento de 5,5% em 2017.

“O transporte de mercadorias evidenciou evoluções positivas na via aérea (+ 5,2%, + 21% em, 2017) e rodoviária (+0,1%, + 6,1% em 2017), e decréscimos no modo marítimo (- 3,2%, + 2,2% em 2017) e na ferrovia (- 0,5%, + 2% em 2017)”, destaca a informação hoje divulgada pelo INE.

Também a atividade portuária nacional registou num decréscimo, uma vez que os portos marítimos nacionais registaram um movimento de 90,4 milhões de toneladas de mercadorias, uma redução de 3,2% face a 2017, que compara com os aumentos anteriores de 2,2% e de 5,1%, respetivamente em 2017 e 2016.

Aumento significativo de mortes

O mesmo documento acrescenta que o número de mortes aumentou significativamente em 2018.

“Em 2018, houve um aumento significativo do número de mortes em acidentes de viação (+ 11,7%; + 6,9% em 2017) para 704 vítimas mortais. Inversamente, o número de vítimas reduziu-se ligeiramente (- 0,7%; + 6,7% em 2017) para 46 mil pessoas, devido à redução no número de feridos (- 0,9%; + 6,7% em 2017). Relativamente ao Continente, os acidentes com vítimas reduz<iram-se ligeiramente (- 0,5%; + 6,6% em 2017) para 34,2 mil acidentes, de acordo com os dados divulgados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária”, explica a referida nota do INE.

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