Trump e Macron discutem ajuda imediata ao Líbano

A França e outros países enviaram ajuda de emergência ao Líbano, que incluía profissionais e equipamentos de saúdes, bem como alimentos. Até ao momento os Estados Unidos ainda não forneceram qualquer tipo de ajuda.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente francês Emmanuel Macron, discutiram esta sexta-feira, 7 de agosto, a ajuda imediata a enviar para o Líbano, apontou a Casa Branca em comunicado citado pela Reuters.

Os dois líderes falaram por telefone e “expressaram a sua profunda tristeza pela perda de vidas e devastação em Beirute”, referiu o porta-voz da Casa Branca Judd Deere em comunicado.

A explosão massiva de terça-feira no porto de Beirute matou 154 pessoas, feriu 5.000, tendo ainda destruído uma faixa da cidade.

A França e outros países enviaram ajuda de emergência ao Líbano, que incluía profissionais e equipamentos de saúdes, bem como alimentos. Até ao momento os Estados Unidos ainda não forneceram qualquer tipo de ajuda. Donald Trump enalteceu esta semana que Washington está pronto para ajudar, mas nenhum detalhe sobre a ajuda dos EUA foi divulgado.

Na quinta-feira, Emannuel Macron visitou Beirute e garantiu que a ajuda para reconstruir a cidade não iria parar “mãos corruptas”.

A causa da explosão continua por apurar e o presidente libanês Michel Aouna apontou esta sexta feira que a investigação ia avaliar se a explosão foi provocada por uma bomba, uma perspetiva sugerida por Trump na terça-feira, horas após a explosão. Questionado sobre o assunto novamente na quarta-feira, Trump disse que ninguém poderia dizer com certeza se a explosão poderia ter sido causada por um ataque.

Os Estados Unidos são dos poucos países que ainda não definiu ajuda para o Líbano. A 5 de agosto, Portugal manifestou disponibilidade para enviar 42 operacionais, numa equipa composta por operacionais da Proteção Civil, GNR, INEM e do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, segundo a agência Lusa.

 

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Mais de 20 franceses ficaram feridos nas explosões desta terça-feira. Entretanto, o governo libanês pediu a prisão para “todas as pessoa envolvida no armazenamento do nitrato de amónio”, o que parece reforçar a tese do acidente.

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