Vendas a retalho nos EUA estagnaram em abril depois do salto de março

Os dados de abril mostram uma estagnação no indicador em relação ao verificado em março, quando as famílias norte-americanas receberam o primeiro cheque do pacote de estímulos aprovado pelo Congresso.

Walmart

As vendas a retalho nos EUA estagnaram inesperadamente em abril, registando uma variação nula, ao contrário das previsões de crescimento de 1% do mercado. Segundo os dados do Departamento do Comércio norte-americano conhecidos esta sexta-feira, o indicador manteve-se inalterado em relação ao mês anterior, ainda que o aumento de março tenha sido revisto em alta.

Depois de dados animadores no último mês que apontavam para 9,8% de aumento das vendas a retalho, a expectativa dos analistas consultados pela Reuters apontava para um crescimento mais modesto em abril que acabou por não se confirmar. Ainda assim, o salto de março foi ainda maior do que inicialmente estimado, com o relatório desta sexta-feira a atualizar a variação para 10,7%.

Apesar dos aumentos de 3% na restauração e similares e de 2,9% em motores e componentes automóveis, estas foram compensadas pelos decréscimos verificados na venda de têxteis e roupa, de 5,1%, em bazares gerais, de 4,9%, e de equipamentos de desporto, instrumentos musicais e livros, de 3,6%.

Estes dados, juntamente com os desapontantes 266 mil empregos criados no mesmo mês, poderão levantar algumas dúvidas em relação à recuperação económica em curso nos EUA, especialmente considerando a liquidez fornecida às famílias. No entanto, os dados de março beneficiaram de um aumento da procura decorrente do primeiro cheque de 1.400 dólares (1.153,64 euros), o que também cria um efeito base na comparação em cadeia de abril.

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