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Ventura: “A direita acordou”

“É importante dar outra mensagem”, começou por dizer, defendendo que “é preciso agregar, juntar esforços, para evitar o que acho que ninguém quer”, ou seja, a vitória de António José Seguro.
Tiago Petinga/Lusa
Tiago Petinga/Lusa
18 Janeiro 2026, 20h41

André Ventura fala num “sinal que a direita acordou” em Portugal, pedindo já às forças do seu lado do espetro político que se juntem para evitar uma vitória do principal candidato à esquerda, António José Seguro.

O líder do Chega, que deverá ser o segundo mais votado da noite eleitoral, afirmou que “começa agora uma nova batalha”, desta feita, para a segunda volta. Como tal, o candidato pediu união à direita, colocando a prioridade em “conseguir derrotar o socialismo”.

“É importante dar outra mensagem”, começou por dizer, defendendo que “é preciso agregar, juntar esforços, para evitar o que acho que ninguém quer”, ou seja, a vitória de António José Seguro.

Segundo as primeiras sondagens à boca das urnas, o candidato socialista deve vencer a primeira volta com uma margem considerável para Ventura, o expectável segundo mais votado da noite.

Quanto à eleição deste domingo, o líder do Chega vê já que “todos os números dão a vitória a esta direita alternativa”.

À chegada à sede de campanha, André Ventura voltou a sublinhar a vontade de “agregar a direita”, reclamando a liderança da oposição a António José Seguro e dos candidatos à direita. O líder do Chega recusou falar diretamente a Luís Montenegro, preferindo, ao invés, projetar-se como “o novo líder da direita em Portugal”.

Ventura frisou que “a direita hoje não perdeu as eleições, a direita ganhou”, dado que os votos em candidatos daquele lado do espetro superaram os dos candidatos à esquerda, mas relembrou a “fragmentação” criada com o número de candidaturas. Ainda assim, o presidente do Chega lançou o desafio aos “eleitores que não querem o regresso do socialismo ao poder em Portugal”.

“Quem hoje liderar a direita para a segunda volta tem maior probabilidade de vencer. O meu trabalho agora é agregar isto numa candidatura anticorrupção, para os jovens”, afirmou.

Ventura diz-se “orgulhoso” por liderar a direita, como classificou, explicando que preferiu, neste momento de “presumível liderança da direita”, dirigir-se “ao povo português e a nenhuma liderança política”.

[notícia atualizada às 20h59]


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