Verdes apresentam as primeiras propostas de alteração ao OE2021

Entre as respostas que os ecologistas defendem para Portugal, está a “reposição de consultas e horários nas unidades de cuidados de saúde primários, a distribuição gratuita de máscaras sociais e a dedução em sede de IRS, do valor de Máscaras de proteção respiratória, viseiras e gel desinfetante cutâneo, sendo consideradas como despesas de saúde”.

Manuel de Almeida/LUSA

O partido ecologista “Os Verdes” (PEV) divulgou esta quinta-feira, 29 de outubro, as primeiras alterações ao Orçamento do Estado (OE) para 2021 e entre as áreas em destaque está a saúde, o ambiente, bem estar animal, as empresas e os desempregados.

Em comunicado, o partido explica que “após a aprovação na generalidade do OE23021, o PEV apresenta um conjunto de propostas de alteração que levará à discussão, em sede de especialidade, dando corpo à sua afirmação de abertura para que as preocupações dos Verdes possam contribuir para um OE menos insuficiente nas respostas aos problemas que o País vive”.

Entre as respostas que os ecologistas defendem para Portugal, está a “reposição de consultas e horários nas unidades de cuidados de saúde primários, a distribuição gratuita de máscaras sociais e a dedução em sede de IRS, do valor de Máscaras de proteção respiratória, viseiras e gel desinfetante cutâneo, sendo consideradas como despesas de saúde”.

Na vertente ambiental, o PEV pretende que seja feita uma avaliação estratégica para “melhores opções ao nível aeroportuário” e a elaboração de um plano ferroviário nacional. Nesta área, os ecologistas pedem ainda o “reforço de meios humanos para a conservação da natureza e da biodiversidade: com 25 assistentes operacionais, 25 técnicos superiores, 30 vigilantes da natureza”, mas também a criação de um “programa de remoção de amianto”.

No OE 2021 , Os Verdes  acredita na aposta da “criação de um fundo de tesouraria para micro e pequenas empresas, no reforço dos apoios à agricultura familiar, no direito das pessoas desempregadas a passe social gratuito e no apoio à deslocalização de docentes”. Nas alterações do PEV os animais não ficam para trás e como tal é pedido “apoio à esterilização nas associações zoófilas”.

A 28 de outubro o OE 2021 foi aprovado na generalidade com empurrão do PEV que absteve-se em conjunto com o PAN e PCP. Apesar de não terem votado contra o Orçamento, o deputado ecologista José Luís Ferreira insistiu que a proposta do Governo “está longe de responder aos problemas que persistem no país e que os Portugueses continuam a sentir”.

“Esta abstenção e a postura de abertura agora manifestada pelos Verdes, tem um propósito muito claro, dar mais uma oportunidade ao PS para também assumir uma postura de abertura para outras preocupações dos Verdes, e que foram mais do que identificadas, durante esta discussão”, frisou José Luís Ferreira.

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