Visabeira reforça na Vista Alegre mas estuda aumento do ‘free float’

Apesar do reforço da posição da Visabeira na Vista Alegre, não é intenção do grupo com sede em Viseu retirar a empresa produtora de porcelana e cristalaria do mercado de capitais.

Ruben Diaz Diez/Visabeira

O Grupo Visabeira reforçou a sua posição acionista na Vista Alegre para 90,48% do respetivo capital social ao adquirir um pacote de 8% das ações da sua participada à sociedade Portugal Capital Ventures – Sociedade de Capital de Risco, entidade gestora do Fundo de Capital de Risco FCR Portugal Ventures Grandes Projetos de Investimento.

Segundo o comunicado enviado há minutos à CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a operação envolveu um montante de investimento de 12,2 milhões de euros, uma vez que os 125 milhões, de ações da Vista Alegre foram adquiridos nesta operação a um preço de 0,0983 euros por título.

Apesar do reforço da posição da Visabeira na Vista Alegre, não é intenção do grupo com sede em Viseu de retirar a empresa produtora de porcelana e cristalaria do mercado de capitais.

“Na sequência desta aquisição, é intenção da Visabeira Indústria, na presente data, que a VAA [Vista Alegre Atlantis] mantenha a qualidade de sociedade aberta com as ações representativas do seu capital social admitidas à negociação no Euronext Lisbon, estando ainda a equacionar a possibilidade de um aumento de ‘free float'”, revela a Visabeira no referido comunicado.

No entanto, a Visabeira não especifica qual o modelo que tem em preparação para aumentar o ‘free float’ da Vista Alegre.

Recomendadas

Presidente da República promulga diploma para travar práticas comerciais desleais

O governo pretende contribuir para um mercado concorrencial no setor do turismo, livre de práticas comerciais “que desequilibrem as relações económicas”.

Trabalhadores da Fundação Casa da Música em greve por “discriminações salariais” e “falsos contratos”

Os trabalhadores da Fundação Casa da Música filiados no sindicato Cena-STE realizam hoje um dia de greve pelo fim das condições precárias de trabalho. Na base das queixas estão as discriminações salariais, falsos contratos a termo e recibos verdes e ausência de carreiras, entre outras. Sindicato acusa administração de “inflexibilidade negocial”.

Goldman Sachs diz que novas restrições decorrentes da pandemia vão travar a subida da inflação

“Reduzimos a nossa projeção de crescimento anual [da zona euro] para 5,1% para 2021 (queda de 0,1 pp) e 4,3% para 2022 (queda de 0,1 pp), mas aumentamos a nossa projeção de 2023 para 2,5% (subida de 0,1 pp)”, estimam os economistas do banco norte-americano.
Comentários