Wall Street fecha mista e petróleo dispara

A Tesla cai 3,8% em Wall Street após a explosão de um modelo S em Xangai e os EUA anunciam fim das isenções nas sanções ao Irão e levam petróleo para máximos de seis meses. Estes são os principais temas de hoje em Wall Street.

A Tesla cai 3,8% em Wall Street após a explosão de um modelo S em Xangai e os EUA anunciam fim das isenções nas sanções ao Irão e levam petróleo para máximos de seis meses. Washington anunciou que, a partir de 2 de maio, os países que continuem a comprar petróleo a Teerão, serão alvo de sanções.

Estes são os principais triggers dos mercados nesta sessão. Mas não são os únicos.

O Dow Jones caiu 0,18% para 26.511,05 pontos; o S&P 500 valorizou 0,10% para 2.908 pontos; e o Nasdaq ganhou 0,22% para 8.015,3 pontos.

Esta é uma semana de resultados das tecnológicas, como Amazon e Facebook. Também a Boeing apresentará os seus números do primeiro trimestre.  A construtora de aviões caiu 1,29% na sequência de o New York Times ter noticiado, no fim de semana, que a fábrica da empresa na Carolina do Sul, que fabrica o 787 Dreamliner, foi prejudicada por uma produção de má qualidade e fraca fiscalização que ameaçou comprometer a segurança.

A subida das cotações do petróleo foi um dos destaques da sessão, impulsionando o valor das cotadas do setor energético.

O crude West Texas Intermediate subiu 2,66% para 65,70 dólares, o que corresponde a máximos de seis meses, depois dos Estados Unidos terem acabado com as isenções a sanções ao Irão, que tinham permitido ao país continuar a exportar petróleo para os seus maiores clientes, como é o caso da China. O Governo da Casa Branca diz esperar que as exportações do Irão fiquem a zero.

Recorde-se que Donald Trump abandonou unilateralmente o acordo nuclear de 2015 com Teerão, no mês passado, e voltou a impor sanções à economia iraniana em novembro.

No entanto, os Estados Unidos concederam isenções de seis meses a oito países, que assim puderam continuar a comprar quantidades limitadas de petróleo iraniano. A administração Trump informou que qualquer país que continue a comprar petróleo a Teerão a partir do dia 2 de maio será sujeito a sanções.

No setor energético a Marathon Oil valorizou mais de 6%, a Devon Energy subiu 4,89% e a Valero Energy avançou 3,56%. A Exxon Mobil fechou a ganhar 2,18%.

Hoje Wall Street foi ainda marcada pela Tesla que deslizou 3,85%, depois de ter anunciado que enviou uma equipa para a China para investigar um vídeo que foi colocado nas redes sociais onde se vê um Model S a explodir na garagem de um edifício residencial.

Ainda em destaque estiveram os indicadores de casas existentes que recuram 4,9% para uma taxa anual ajustada de 5,21 milhões em março, e ficaram abaixo do estimado pela Associação Nacional dos Corretores de Imóveis nos EUA. As vendas como um todo caíram 5,4% face ao ano anterior.

As vendas de casas residenciais caíram em março depois de uma subida em fevereiro. Cada um dos quatro principais Estados viu as vendas caírem.

Ler mais
Recomendadas

Wall Street fecha semana a subir animado com tréguas na ‘guerra tecnológica’

Wall Street recuperou das perdas de quinta-feira. Declarações do presidente norte-americano sobre a possibilidade da Huawei poder ser incluída no acordo entre EUA e China relativamente à ‘guerra comercial’ animou os investidores.

Fitch mantém rating de Portugal, mas sobe perspetiva para ‘positiva’

Agência de notação financeira norte-americana manteve o ‘rating’ de Portugal no segundo grau de investimento, mas subiu o ‘outlook’, destacando a trajetória de diminuição do rácio da dívida pública face ao PIB e a diminuição do défice. Resultados das eleições legislativas de outubro não se deverão traduzir em “desvios das atuais políticas orçamentais”, antecipa.

‘May Day’ puxa pelas bolsas da Europa. Lisboa não foi exceção

No Reino Unido, confirmou-se o cenário de demissão de Theresa May, que deixa o cargo de Primeira-ministra no dia 7 de junho.  O FTSE 100 subiu 0,65% para 7.277,73 pontos. Por cá o PSI 20 fechou a subir 0,78% para 5.097,28 euros impulsionado pelas ações da EDP; da Sonae; pela REN; pela Jerónimo Martins e pelo BCP.
Comentários