Wall Street negoceia no vermelho contagiado pelos receios das congéneres europeias devido ao coronavírus

O Dow Jones perde 2,65%, para 28.223,53 pontos, o S&P 500 cai 2,56%, para 3.253,47 pontos, e o Nasdaq desvaloriza 2,89%, para 9.297,77 pontos.

A propagação do coronavírus pela Europa (Itália é o foco) e pela Coreia do Sul, sobretudo desde o fim de semana, está a condicionar a sessão bolsista e os índices de Wall Street não são exceção, iniciando por isso a negociação no vermelho esta segunda-feira, 24 de fevereiro.

O Dow Jones perde 2,65%, para 28.223,53 pontos, o S&P 500 cai 2,56%, para 3.253,47 pontos, e o Nasdaq desvaloriza 2,89%, para 9.297,77 pontos.

“Os setores mais cíclicos como o de Viagens & Lazer, Recursos Naturais, Auto e Tecnológico deverão ser os mais penalizados na sessão de hoje. No seio empresarial destaque para a valorização da Gilead Sciences após o diretor geral da Organização Mundial de Saúde ter afirmado que o medicamento (experimental Remdisivir) poderá ser o único medicamento efetivo contra o novo vírus”, comenta o Mtrader do Millennium BCP, Ramiro Loureiro.

As bolsa norte-americana é, assim, infetada pelos receios dos investidores europeus. Por causa do coronavírus, o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou a previsão de evolução do produto interno bruto da China de 6% para 5,6%. Apesar de a China ter começado a aliviar algumas restrições alfandegárias para retomar o curso normal do mercado, os investidores não estão tranquilos. O governo chinês também permitiu que residentes não locais em Wuhan deixassem a cidade caso não estivessem em quarentena.

O número de casos confirmados de coronavírus ascende já a mais de 79.500. O número de mortos supera já a fasquia dos 2.600, embora o número de pacientes recuperados seja já de mais de 25.000. O número de casos na Coreia do Sul aumentou para 763, enquanto a Itália afirmou ter 152 casos confirmados, contando já com sete mortos pelo Covid-19.

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