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Lucros da Corticeira Amorim caem 4,5% no final do 3º trimestre

Vendas consolidadas totalizam 677 milhões de euros, abaixo do mesmo período do ano passado, e a margem EBITDA permanece estável, suportada pela melhoria da rentabilidade da Amorim Cork Solutions.
3 Novembro 2025, 17h17

No final dos primeiros nove meses do ano, os lucros da Corticeira Amorim ascenderam aos 45,68 milhões de euros, menos 4,5% que os 47,83 milhões registados no mesmo período do ano passado. Nos mesmo período de tempo, as vendas consolidadas da Corticeira Amorim cifraram-se em 676,5 milhões de euros, um decréscimo de 6,8% face ao período homólogo de 2024. “Este registo foi afetado pela venda da participação na Timberman Denmark em dezembro de 2024 – excluindo este efeito, as vendas teriam caído 3,6%”, refere o grupo em comunicado ao regulador do mercado mobiliário.

Todas as Unidades de Negócio registaram uma redução das vendas, “negativamente impactadas pelo contexto adverso do mercado, que condicionou a evolução dos volumes e do mix do produto. A Amorim Cork Solutions foi particularmente afetada pela redução da atividade no segmento de pavimentos e pela alteração do perímetro de consolidação – excluindo este impacto, a redução das vendas teria sido de 11,2%”, refere o comunicado.

O EBITDA consolidado totalizou 117,6 milhões, o que compara com 127,6 milhões no final de setembro do ano passado, “pressionado por um mix de produto mais desfavorável e pelo efeito da desalavancagem operacional. Por seu lado, os menores custos e a melhor qualidade da matéria-prima cortiça trabalhada, as eficiências industriais e os benefícios decorrentes da reorganização da Amorim Cork Solutions, possibilitaram compensar aqueles efeitos, suportando a margem EBITDA nos 17,4% (o que compara com 17,6% um ano antes)”.

No final de setembro, a dívida remunerada líquida ascendia a 99,2 milhões de euros. Apesar do pagamento de dividendos (42,6 milhões) e do investimento em ativo fixo (24,6 milhões de euros), a forte geração de fluxos de caixa (153,5 milhões) suportou a redução da dívida líquida em 96,5 milhões de euros face ao final de dezembro de 2024 (195,7 milhões).

António Rios de Amorim, presidente e CEO, refere, citado pelo documento enviado à CMVM, que “o ano de 2025 revelou-se mais desafiante do que inicialmente previsto, com tensões geopolíticas e alterações no comércio internacional a impactarem negativamente o mercado, num cenário de transformação dos hábitos de consumo de álcool que impõe pressões acrescidas ao setor vitivinícola. A atividade da Corticeira Amorim nestes nove meses foi, naturalmente, condicionada por este contexto de elevada incerteza e reduzida previsibilidade, com impacto nos níveis de consumo e levando os nossos clientes a adotarem políticas de compra mais prudentes”.

De qualquer modo, “acreditamos que os momentos de adversidade representam oportunidades para fortalecer o nosso modelo de negócio e garantir bases sólidas para um crescimento sustentável da Corticeira Amorim no futuro. Neste sentido, continuamos a robustecer a nossa oferta, apostando em inovação e desenvolvimento, evidenciando as mais-valias técnicas e de sustentabilidade dos nossos produtos. A redução do nível de endividamento e a proteção da rentabilidade foram também prioridades, tendo-se implementado medidas para otimizar a estrutura de custos e reforçar a eficiência operacional. Por último, a melhoria evidente da rentabilidade da Amorim Cork Solutions reforça a nossa convicção sobre os benefícios decorrentes da gestão integrada das operações de todo o negócio “não rolha” numa única Unidade de Negócios.”


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