“Isto é uma negociação a três, e uma boa negociação é quando todos cedem em função de um objetivo”, afirmou o candidato, referindo-se a “Governo, sindicatos e entidades patronais”.
O candidato, que é apoiado por PSD e CDS-PP, afirmou que “o mais importante é que mesmo depois da greve continue a haver negociação entre o Governo e a UGT e, evidentemente, as entidades patronais”.
Marques Mendes apelou a que “não se fechem as portas” e considerou que “aquilo que nos últimos dias aconteceu é muitíssimo positivo”.
“Há três semanas ou um mês o ambiente estava muito crispado entre o Governo e a UGT. Eu até sinto, digamos assim, a responsabilidade de ter contribuído um pouco para o desanuviamento da relação quando pedi publicamente várias vezes que o Governo desse mais atenção à UGT. Neste momento o ambiente está desanuviado e só posso estar satisfeito”, sustentou.
Sobre os impactos que a greve geral de 11 de dezembro poderá ter, o antigo líder do PSD considerou que “uma greve cria sempre problema, e uma greve geral cria mais problemas que uma greve que não é geral”, mas afirmou que os sindicatos “seguramente que ponderaram tudo isso”.
“Para mim, o mais importante é que isto é um percalço num processo negocial, e o importante é que o processo negocial não fique em causa, que a seguir continue a haver diálogo social, negociação. E essa parte aparentemente está garantida”, afirmou.
“Neste momento não tenho opinião sobre esta proposta porque isso seria ruído. Eu só terei opinião quando a proposta se transformar em lei”, assinalou.
Luís Marques Mendes visitou hoje, acompanhado de alguns dos seus netos, a Wonderland Lisboa, um mercado de Natal na zona do Parque Eduardo VII. Durante a visita foi cumprimentando e tirando fotografias com várias das pessoas com quem se cruzou, e algumas das quais desejaram-lhe boa sorte para dia 18 de janeiro.
Na ocasião, o candidato foi questionado também sobre saúde, e voltou a defender que o Governo deve apresentar resultados, nomeadamente quanto aos constrangimentos nas urgências ou a atribuição de médicos de família.
“Acho que é importante começar a exigir resultados nos vários domínios, porque o governo já está há um ano e meio em funções, e porque as pessoas querem, de facto, melhoria da situação. A saúde é uma das maiores preocupações”, salientou.
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