A corretora XTB apresentou as perspectivas para os mercados financeiros em 2026 em Lisboa. Os analistas Henrique Tomé e Vítor Madeira fizeram a apresentação do Outlook 2026 e não veem como inevitável uma bolha na Inteligência Artificial destacando diferenças fundamentais face a crises passadas como a “dot-com”. Pois, ao contrário da bolha de 2000, as atuais gigantes tecnológicas (como Nvidia e Alphabet) apresentam lucros reais e sólidos que justificam, em parte, as suas avaliações.
Será que os gastos sem precedentes em inteligência artificial vão começar a dar retorno? Foi a questão deixada pela corretora.
“Os índices estão a atingir novos recordes e a trazer de volta memórias da bolha da internet, as avaliações estão elevadas e justificação seriam os resultados financeiros fenomenais. A verdade é que a qualidade dos negócios é incomparavelmente superior à da época da bolha das dot-com. A questão portanto é se o impulso atual é sustentável e quando é que os gastos sem precedentes em inteligência artificial vão começar a dar retorno?”, explicou Vítor Madeira.
As perspetivas da XTB para 2026 apontam para um ano de transição, onde o entusiasmo inicial pela Inteligência Artificial (IA) dará lugar a uma análise rigorosa do retorno real sobre o investimento. “As empresas que produzem os cabos, os data centers (centros de dados), os coolers (como a Vertiv), as placas gráficas, os chips, não estão em nenhuma bolha, as investidoras de IA é que podem entrar em bolha se os elevados investimentos não se materializarem em lucros”, disse Vítor Madeira.
A XTB sublinha que a IA continua a ser o catalisador de produtividade e contribuidor para o investimento. O foco mudará das empresas de chips (como Nvidia) para a escalabilidade dos centros de dados e o impacto da produtividade na economia real. Em 2026, a XTB identifica assim os data centers como o pilar físico indispensável para a expansão da Inteligência Artificial, tratando-os não apenas como infraestrutura, mas como uma oportunidade estratégica de investimento.
Para 2026 os analistas da XTB esperam taxas de juro mais baixas nos Estados Unidos e Europa; preveem energia mais barata e aumento do desenvolvimento nuclear; antecipam o crescimento do emprego e uma inflação a evoluir a um ritmo mais baixo.
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