Antes de se “celebrizar” pelo caso do alegado roubo das malas, o ex-deputado do Chega, Miguel Arruda, marcou presença num almoço convívio do Grupo 1143, que se realizou em outubro de 2024 no Porto, avança o “Expresso” esta sexta-feira.
No encontro que assinalou o primeiro aniversário daquele grupo neonazi, o então deputado do Chega usou um passa-montanhas que lhe tapou o rosto, de forma a não ser reconhecido. De resto, Miguel Arruda já tinha dado apoio público a Mário Machado nas redes sociais apelidando-o de “preso político”.
A megaoperação que decorreu esta terça-feira e que resultou na detenção de 37 detidos ligados a crimes de ódio, atingiu três militantes do Chega, de acordo com informação avançada pelo “JN” e confirmada pela RTP esta quarta-feira. Rui Roque, João Peixoto Branco e Rita Castro são os nomes dos militantes do Chega envolvidos nesta operação.
A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou esta terça-feira uma associação criminosa que praticava crimes de ódio, tendo detido 37 suspeitos com “vastos antecedentes criminais” e “ligações a grupos de ódio internacionais”.
Na entrevista que deu esta semana à RTP, André Ventura recusou qualquer ligação do Chega ao Grupo 1143: “O Chega tornou-se um partido muito grande, com militantes de todos os quadrantes e, como em todos, há situações que não são as melhores. Procurei fazer diferente dos outros líderes partidários, sempre, afastar o que tinha de ser afastado, dar uma imagem aos portugueses de transparência”, realçou em declarações citadas pela Rádio Renascença.
Sobre os militantes do Chega detidos na operação da PJ que visou o grupo 1143, o líder do Chega e candidato presencial garante: “Nem sei quem são. Julgo que alguns já tinham sido expulsos até do partido e, portanto, essa questão nem se coloca”.
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