Adiamento da subida das tarifas à China anima Wall Street

As últimas críticas de Donald Trump à Fed não chegaram para penalizar os mercados financeiros norte-americanos na abertura da sessão desta quinta-feira. Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos elogiou Mario Draghi.

A Bolsa de Nova Iorque abriu a sessão desta quinta-feira, 12 de setembro, em terreno positivo, devido ao adiamento de 15 dias das taxas alfandegárias às importações oriundas da China. Apesar de, ao início desta tarde, Donald Trump ter voltado a criticar a Reserva Federal norte-americana (Fed) por não reduzir as taxas de juros, tal como fez hoje o Banco Central Europeu, os mercados arrancaram animados.

Os principais índices de Wall Street iniciaram o dia com ganhos ligeiros, com o industrial Dow Jones a subir 0,23%, para os 27.198,59 pontos, o financeiro S&P 500 a somar 0,39%, para os 3.012,68 pontos, e o tecnológico Nasdaq a mostrar uma melhor performance e a ganhar 0,58%, para os 8.196,49 pontos. Já o Russel 2000 está marcado por um deslize de 0,07%, para os 1.572,02 pontos.

O adiamento da subida das tarifas (de 25% para 30%, sobre 250 mil milhões de dólares) anunciado por Donald Trump antecede uma importante ronda negocial entre as duas maiores potências do mundo. O aumento estava inicialmente agendado para 1 de outubro, mas Pequim terá desejado evitar que coincidisse com o 70º aniversário da República Popular da China.

Já ontem havido sido tornado público que alguns produtos químicos industriais e fármacos dos Estados Unidos passariam a estar isentos de taxas alfandegárias retaliatórias na guerra comercial com Washington.

O preço do barril do petróleo reverteu as subidas dos últimos dias. A cotação do barril de Brent está a desvalorizar 2,60%, com valor de 69,23 dólares, enquanto a cotação do crude WTI desce igualmente 2,60%, para 64,30 dólares por barril. Quanto ao mercado cambial, o euro aprecia 0,16% face ao dólar (1,1027) e a libra valoriza 0,06% perante a divisa dos Estados Unidos (1,2334).

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