[weglot_switcher]

Carlos Moedas abandonou reunião extraordinária na Câmara de Lisboa

Segundo o apurado, Carlos Moedas abandou a reunião extraordinária para se reunir com a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, para se inteirar do estado dos feridos do incidente que ainda continuam internados.
Carlos Moedas
epa12350299 Lisbon mayor Carlos Moedas speaks to the press after the Gloria funicular cable railway derailed in Lisbon, Portugal, 03 September 2025. At least three people died in the derailment, with emergency services reporting that several were injured and others are still trapped at the scene. EPA/MIGUEL A. LOPES
8 Setembro 2025, 16h19

A Câmara de Lisboa (CML) realiza esta segunda-feira uma reunião extraordinária para analisar o caso do acidente do elevador da Glória. Os trabalhos foram interrompidos no final da manhã, para ser realizada uma análise das propostas entregues pelos vereadores para os próximos passos, contudo o presidente Carlos Moedas “abandonou a reunião” antes da pausa, segundo avançou o vereador socialista Pedro Anastácio.

Segundo o apurado, Carlos Moedas abandou a reunião extraordinária para se reunir com a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, para se inteirar do estado dos feridos do incidente que ainda continuam internados.

O vereador socialista considera que “numa situação com esta gravidade o presidente deveria ter estado nesta reunião, e devia ter feito esta reunião e convocatória mais cedo”. Aos jornalistas Pedro Anastácio revela que foram feitas 22 perguntas, contudo só “obtivemos resposta a uma”. “Naturalmente ainda há muitos aspetos que são necessários esclarecer”, refere.

Já Rui Tavares, líder do Livre, salienta que as “causas e consequências políticas deste acidente têm de ser apuradas na sua cadeia hierárquica”, não sendo “possível dizer que as coisas correram bem, porque este é um acidente que não deveria ter acontecido”.

“Evidentemente isto significa que há matéria de segurança que não está a ser seguida pela CML”, sublinha Rui Tavares.

O líder do Livre lamentou ainda que o presidente Carlos Moedas tivesse decidido ter dado uma entrevista a um canal televisivo, SIC, antes de debater este assunto com os vereadores, tendo assim aberto “uma controvérsia política e onde colocou a fasquia da discussão onde ela não deve ser colocada”.

O vereador do PCP, João Ferreira, sublinhou que as dúvidas não foram todas dissipadas nesta reunião, uma vez que também ainda existem questões para as quais não existem respostas. Contudo o vereador refere que é necessário “apurar melhor, concretamente, que considerações foram feitas sobre os alertas que foram feitos aos longo do tempo pelos trabalhadores”.

Ricardo Moreira, vereador do Bloco de Esquerda (BE), considera que durante a manhã o que se passou na reunião foi “o que de pior há na política em Portugal”. “Tivemos Carlos Moedas numa reunião onde parece que correu tudo bem, e que ele próprio considera que não é responsável por nada. Moedas fugiu objetivamente da reunião de Câmara onde era suposto dar respostas”.

“Não nos foi dada resposta sobre a peça que já sabemos que foi o grande problema”, salientou o vereador.

O vereador do Cidadãos por Lisboa, Rui Franco, afirma que o “escrutínio terá de ser feito”. “A responsabilidade existe e tem de ser assumida”, sublinhou.

No total são mais de 20 medidas de apoio às vítimas e familiares, medidas para apurar responsabilidades deste acidente que estão a ser analisadas nesta reunião, que conta também com o presidente da Carris.

Entre as medidas apresentadas pela coligação que lidera a Câmara de Lisboa PSD/CDS-PP/IL, destaca-se a criação de um fundo municipal de apoio às vítimas ligadas a este acidente, assim como a conceção de um novo sistema tecnológico para este elevador.

RELACIONADO

Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.