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Casa própria volta a estar no radar dos portugueses

Os termômetros subiram e, com eles, também o interesse em comprar casa. De acordo com a mais recente análise de mercado em crédito habitação do ComparaJá, julho registou um reforço na procura de crédito para aquisição de habitação, que passou de 54,4% em junho para 55,9%, um acréscimo de 1,5 pontos percentuais.
7 Agosto 2025, 11h35

Os termômetros subiram e, com eles, também o interesse em comprar casa. De acordo com a mais recente análise de mercado em crédito habitação do ComparaJá, julho registou um reforço na procura de crédito para aquisição de habitação, que passou de 54,4% em junho para 55,9%, um acréscimo de 1,5 pontos percentuais. Apesar de as taxas de juro permanecerem elevadas, a vontade de conquistar um lar continua bem viva entre os portugueses.

Em contrapartida, o crédito para transferência de banco prolongou a sua tendência de queda, descendo de 35,4% para 32,8%. O movimento confirma o abrandamento face ao início do ano, quando esta opção se tornou popular para reduzir custos com o financiamento.

O destaque de julho vai para o crédito com garantia hipotecária, que subiu de 4,8% para 6,5%, o patamar mais elevado dos últimos meses. Este avanço poderá refletir um maior recurso a esta modalidade como forma de obter liquidez extra, aproveitando o imóvel como garantia para conseguir melhores condições de financiamento.

Já o crédito para construção sofreu um ligeiro recuo, de 5,4% para 4,8%, mantendo-se estável e com menor expressão no total de pedidos.

Fonte: Análise de mercado sobre crédito habitação do ComparaJá. 

Menos valor médio, prazos mais extensos

Depois do valor recorde em junho, o montante médio dos empréstimos à habitação caiu para 193.851,90 €, menos 7.293 € (-3,6%) face ao mês anterior.
Mesmo com esta descida, o valor mantém-se bem acima do registado no início de 2025, quando rondava os 163 mil euros.

Paralelamente, os prazos médios continuam a alongar-se, passando de 31 anos e 8 meses para 32 anos e 1 mês. Esta tendência, visível ao longo do ano, indica que os bancos e clientes estão a recorrer a períodos de financiamento maiores para reduzir o peso da prestação mensal e viabilizar montantes mais elevados.


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