COP25: CEDEAO quer mobilizar 80 milhões para agricultura climaticamente sustentável

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) quer mobilizar, na COP25, em Madrid, 80 milhões de dólares em fundos para o seu mecanismo de financiamento a projetos de agricultura climaticamente sustentáveis.

A West African Initiative for Climate-Smart Agriculture (WAICSA) será apresentada a 10 de dezembro num evento à margem da cimeira climática, que está a decorrer desde segunda-feira e termina a 13 de dezembro.

“Será uma oportunidade de apresentar este mecanismo financeiro destinado aos atores agrícolas da região e suscitar o interesse de potenciais investidores, tendo o objetivo de mobilização sido fixado em 80 milhões de dólares [72 milhões de euros] durante o período 2020-2027”, adiantou a organização.

A WAICSA é um fundo que apoia técnica e financeiramente as organizações de pequenos agricultores e proprietários de agronegócios para que adotem práticas agrícolas sustentáveis e respeitadoras do ambiente.

A iniciativa é apoiada pelo Global Innovation Lab for Climate Finance (The Lab), um instrumento financeiro misto junto do Fundo Regional para a Agricultura e Alimentação da CEDEAO.

Na cimeira, a CEDEAO irá ainda apresentar o roteiro para a elaboração de uma estratégia regional sobre o clima, lançado em setembro de 2019, e fazer o ponto de situação sobre o estado de implementação dos compromissos do Acordo de Paris naquela região africana.

“As necessidades financeiras acumuladas dos 17 países da região [espaço CEDEAO, Chade e Mauritânia] para a implementação dos compromissos climáticos do acordo de Paris na África Ocidental até 2030 ascendem a 337 mil milhões de dólares”, adianta a organização.

Por isso, a CEDEAO considera prioritária a “mobilização urgente de financiamentos públicos e privados”.

A CEDEAO integra o Benim, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné Conacri, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.

Cerca de 200 países presentes estão representados na cimeira das Nações Unidas sobre o clima (COP25), que começou segunda-feira, em Madrid, com a presença de 50 líderes mundiais.

Segundo os objetivos definidos pela comunidade científica e em acordos assinados, mas ainda não ratificados por todos os países, nomeadamente pelos Estados Unidos, um dos mais poluidores, é necessário limitar a menos de 1,5 graus o aumento da temperatura global até ao fim do século.

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