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Crédito ao consumo está em alta e a tendência é aumentar

Há novidades no que toca ao crédito ao consumo em Portugal. É uma opção de financiamento que está em crescimento e, melhor do que tudo, os portugueses estão mais conscientes quanto aos riscos e desafios implicados. Neste artigo, o Banco Credibom fala-nos das tendências desta modalidade
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26 Setembro 2025, 09h50

Nos últimos anos, os portugueses têm recorrido mais ao crédito para consumo e os dados oficiais não deixam dúvidas. Segundo o Banco de Portugal, no primeiro semestre deste ano (Janeiro a Julho), bancos e financeiras concederam 5,3 mil milhões de euros em empréstimos deste tipo, o que se traduz num aumento de 9% em relação ao mesmo período de 2024. Julho foi o mês em que se registou o maior numero de novos contratos e, entre as várias modalidades de crédito, as mais procuradas foram o crédito sem finalidade definida, ou crédito pessoal, e o crédito automóvel. Depois de um crescimento durante 16 meses seguidos,
Julho foi o mês em que se bateram verdadeiros recordes, com uma subida de 12% em crédito pessoal e crédito automóvel e 8% em cartões de crédito.

Tanto em Portugal como internacionalmente, espera-se que o crédito ao consumo — que tem nos montantes mais reduzidos uma das características — continue a aumentar e um dos motivos é o contexto pós-pandemia, com muitas famílias ainda a recuperar
a sua saúde financeira. O certo é que os portugueses recorrem ao crédito ao consumo sobretudo para cobrir imprevistos financeiros como despesas médicas, obras urgentes, entre outros e para aquisição de produtos mais caros e que representam um aumento de qualidade de vida como alguns eletrodomésticos e equipamentos para o lar, smartphones, viagens etc.

Mas as novidades positivas em relação a este tipo de empréstimo não param por aqui pois o nível de crédito malparado entre particulares vem diminuindo. Segundo a Catolica Lisbon Business & Economics, em março deste ano, a taxa de crédito malparado nos créditos ao consumo e outros fins era de 2,4%, um valor historicamente baixo.

Mais crédito ao consumo, mais ânimo na economia Segundo a Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC), o crédito ao consumo tem um impacto significativo na economia portuguesa e atua como um mecanismo estabilizador para os consumidores e empresas em Portugal. Ou seja: dadas as necessidades, a oferta dos bancos e das financeiras e o crescente desejo por melhorar a qualidade de vida, o crédito ao consumo é uma tendência em expansão. Nota-se que o financiamento digital é um dos grandes Impulsionadores, e o aumento das soluções de empréstimos rápidos e quase sem necessidade de documentação também têm vindo a simplificar todo o processo. A liderar essa transformação, estão as fintechs e os bancos digitais, a que os portugueses têm vindo a adaptar-se e a utilizar com frequência (normalmente, o crédito é concedido em 24 horas).

As tendências mais evidentes
De acordo com estudos e no entender dos especialistas, espera-se que o crescimento do crédito ao consumo se faça sentir em áreas muito diversas. A consciência ambiental dos consumidores e as suas preocupações com a transição energética e a eficiência ambiental tem levado ao aumento de financiamento para bens sustentáveis, como carros elétricos e sistemas de produção de energia solar e produtos mais ecológicos. É o chamado eco-consumo, que pede investimentos nem sempre possíveis sem recurso ao crédito e trazem vantagens não só ambientais como financeiras pelas poupanças que podem gerar. As obras em casa, seja para reabilitação de imóveis recém comprados seja para melhorar a qualidade dos lares, também justificam um crescimento do recurso ao crédito. E falando em melhorar a qualidade de vida, outra área em que o crédito ao consumo se mostra propício é a Educação, ou a Qualificação Profissional. Nem sempre as despesas inerentes a uma licenciatura, mestrado ou especialização cabem no orçamento dos portugueses.

Setor também tem desafios
O sector financeiro enfrenta, hoje e nos próximos anos, o desafio de acompanhar as mudanças no comércio e nos meios de pagamento. As soluções de embebed finance (quando as transações financeiras são feitas diretamente em plataformas e aplicações que não as dos bancos) ou credit as a payment (quando o recurso a soluções de crédito está associado ao próprio
pagamento) serão as mais utilizadas. Mais recentemente, o chamado buy now, pay later é uma solução de crédito cada vez mais utilizada. Para os consumidores, a vantagem é poder adquirir os bens com um acesso rápido e fácil ao respetivo crédito. A transação envolve o comerciante, que recebe o pagamento na altura e pode aumentar vendas dada a facilidade para o consumidor, ficando o risco do lado da fintech ou do banco.

Seja que modalidade for, o que se sabe e pode tomar como certo é que o recurso ao crédito ao consumo em Portugal e além fronteiras vai continuar a aumentar. Os formatos podem ser diversos: crédito pessoal, cartões de crédito, linhas a descoberto e o mais recente buy now pay later e nota-se uma maior aceitação de algumas destas soluções.

Este conteúdo foi produzido em parceria com a Credibom.


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