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Crise da indústria a Norte contraria queda global do desemprego

Apesar de uma descida histórica da taxa de desemprego, que já é a mais baixa desde fevereiro de 2022, o fecho de fábricas e os despedimentos que se têm vindo a verificar nos setores têxtil e no ramo automóvel estão a afetar vários concelhos sobretudo no norte do país.
13 Janeiro 2026, 09h11

A crise do sector industrial no Norte do país está a contrariar a queda global da taxa de desemprego no país, de acordo com um artigo que faz manchete esta terça-feira no “JN”.

Apesar de uma descida histórica da taxa de desemprego, que já é a mais baixa desde fevereiro de 2022, o fecho de fábricas e os despedimentos que se têm vindo a verificar nos setores têxtil e no ramo automóvel estão a afetar vários concelhos sobretudo no norte do país.

Conta o “JN” que as insolvências e os despedimentos na indústria transformadora, sobretudo têxtil e do setor automóvel, têm deixado centenas de trabalhadores com escassos meios de subsistência.

Dos 515 despedimentos coletivos comunicados pelas empresas nos primeiros 11 meses do ano passado, 174 foram de microempresas, 207 de pequenas empresas, 84 de médias empresas e 50 de grandes empresas, segundo os dados mensais da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) revelados no início deste ano.

Este valor ultrapassa o número total de despedimentos coletivos comunicados em 2024, quando atingiu os 497, sendo que na globalidade do ano é preciso recuar a 2020 para encontrar um valor tão elevado (quando foi de 698).

O desemprego em Portugal caiu 0,1 pontos percentuais (pp) em novembro, recuando assim para mínimos de 23 anos, com 5,7%, ao passo que o emprego atingiu mesmo o máximo histórico desde que o INE começou a registar estes indicadores, com 65,8%. Ainda assim, os jovens viram a taxa de desemprego voltar a aumentar, naquele que será o detalhe menos positivo desta leitura provisória.


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