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“Overdose” de horas de trabalho tem efeito nocivo para Portugal

Horários de trabalho prolongados não fazem apenas mal à saúde. São também prejudiciais para a economia, pois inibem a inovação e a melhoria da gestão nas empresas. O economista José Tavares, da Universidade Nova, põe o dedo na ferida: “Estamos viciados em horas extraordinárias. Se as horas extraordinárias fossem uma droga leve, Portugal estaria em ‘overdose’ há décadas.”
9 Novembro 2019, 17h00

Depois de um mês de agosto em que a Microsoft do Japão permitiu que os funcionários gozassem fins de semana de três dias sem reduções salariais, os resultados da experiência, conhecidos esta semana, foram surpreendentes. Embora a constatação de que a esmagadora maioria dos funcionários gostaram da experiência fosse expectável, outras evidências não seriam tão previsíveis: a produtividade dos funcionários aumentou 40% naquele período e a performance da empresa melhorou. As reuniões tornaram-se mais eficientes, os funcionários tiraram menos folgas, a utilização de eletricidade caiu de forma impressiva, tal como os gastos de consumíveis: os funcionários imprimiram 59% menos páginas de papel.

Num país em que os horários prolongados de trabalho são uma marca cultural – alguns gestores de topo chegam a ter semanas de 80 horas –, o projeto da Microsoft foi uma reviravolta reveladora, com cerca de 2.300 trabalhadores a ganhar cinco sextas-feiras seguidas de folga. “Trabalhe por um curto período de tempo, descanse bem e aprenda muito”, disse o presidente da Microsoft Japão, Takuya Hirano, numa declaração publicada no site da empresa, que vai agora testar este modelo de horário durante o inverno.

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