[weglot_switcher]

Empresas portuguesas deviam olhar para Angola de forma mais estrutural, diz CEO da Mota-Engil

Numa intervenção num painel na Conferência Negócios Radar África, promovida pelo Jornal de Negócios, o responsável sinalizou que a empresa mantém e reforça a confiança no mercado angolano, apontando que sinal disso é o investimento que estão disponíveis a fazer no concurso para a privatização do novo aeroporto internacional de Luanda, do qual saíram vencedores.
Posto Fronteiriço de Paragem Única do Luvo | Créditos: Mota-Engil Angola
6 Março 2026, 13h12

O presidente executivo da Mota-Engil, Carlos Mota Santos, disse hoje que as empresas portuguesas deviam olhar para Angola de forma estrutural e de longo prazo, não só no setor das infraestruturas, mas também noutros como agroalimentar e farmacêutico.

Numa intervenção num painel na Conferência Negócios Radar África, promovida pelo Jornal de Negócios, o responsável sinalizou que a empresa mantém e reforça a confiança no mercado angolano, apontando que sinal disso é o investimento que estão disponíveis a fazer no concurso para a privatização do novo aeroporto internacional de Luanda, do qual saíram vencedores.

“Estamos em fase de negociação do contrato e esperamos a assinatura dentro das próximas semanas”, adiantou o presidente executivo (CEO).

Questionado sobre o investimento das empresas portuguesas em Angola, Mota Santos considerou que este “não é um mercado oportunístico, é de longo prazo em que tem que haver apostas, investimento de capitais, formação de pessoas”.

“Qualquer abordagem a Angola numa abordagem casuística ou de que é só para alguns anos é errada”, defendeu o responsável, acrescentando que no setor das infraestruturas, a “internacionalização tem de ser vista de forma estruturante com plano de negócios e financiamento”.

Assim, as empresas portuguesas, nomeadamente de infraestruturas, mas também de setores como agroalimentar, industrial, medicamentos, serviços “deviam olhar para Angola de forma mais estrutural e de longo prazo”.

Para Mota Santos, há “todo um potencial de atividades que são necessárias em Angola e é um país que tem um potencial brutal para investimento”, sendo que a Mota-Engil tem vindo a investir também fora do setor tradicional, por exemplo em Cabinda na área agrícola de cacau e caju, mas também nos créditos de carbono.

O CEO da Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro, também presente neste painel, defendeu igualmente que Angola “tem um potencial muito grande”, nomeadamente com um olhar de longo prazo.

Para o responsável, “se é verdade que Portugal será uma porta de entrada de empresas angolanas na Europa, o contrário também” se verifica, sendo que Angola é um ‘hub’ para poder exportar para outros mercados em África.

RELACIONADO

Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.