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EUA: Défice comercial de junho em mínimos de 21 meses com importações em queda

A economia norte-americana registou assim um saldo comercial negativo de 60,2 mil milhões de dólares, contando com um recuo assinalável das importações à boleia da política tarifária de Trump.
5 Agosto 2025, 17h57

O défice comercial norte-americano recuou para mínimos de quase dois anos em junho, contando com um forte impacto dado pela política tarifária de Trump. O indicador caiu 16%, isto depois de ser sabido que o défice de bens havia descido 10,8%.

Os EUA registaram assim um saldo comercial negativo de 60,2 mil milhões de dólares (51,9 mil milhões de euros) em junho, bastante abaixo dos 71,7 mil milhões (61,9 mil milhões de euros) registados no mês anterior. As exportações recuaram apenas de 278 mil milhões (240 mil milhões de euros) em maio para 277,3 mil milhões de dólares (239,4 mil milhões de euros), mas as importações desceram bastante mais, de 350,3 mil milhões (302,5 mil milhões de euros) para 337,5 mil milhões de dólares (291,4 mil milhões de euros).

A leitura superou as expectativas do mercado, que já apontavam para uma redução substancial do saldo comercial negativo norte-americano, mas não até este nível. Em termos relativos, as importações desceram 3,7% e tocaram mínimos de março de 2024.

Estes dados foram divulgados na terça-feira, dias depois de ser sabido que o défice de bens também havia recuado de forma pronunciada, 10,8%, para mínimos de setembro de 2023.

Um dos destaques e motores desta evolução é a China, que continua a registar uma queda a pique das trocas comerciais. Os dados de junho mostram o défice comercial com Pequim mais baixo desde fevereiro de 2004, sendo que este indicador já recuou de 22,2 mil milhões de dólares (19,2 mil milhões de euros) em janeiro para 9,5 mil milhões (8,2 mil milhões de euros) em junho.

Também com a UE o défice norte-americano desceu, ficando em linha com o comportamento mostrado na relação com a China e fechando com igual saldo negativo. O México registou o maior desequilíbrio com os EUA, embora o défice com o país vizinho a sul até tenha recuado em relação ao mês anterior: de 17,1 mil milhões de dólares (14,8 mil milhões de euros) em maio para 16,3 mil milhões (14,1 mil milhões de euros) em junho.

[notícia atualizada às 18h02]


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