Governo reforça camas para universitários

No âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior, as regiões do país ampliam a oferta de residências.

Atualmente, o alojamento é um dos maiores desafios que enfrenta quem estudo fora de casa. Há poucos e são caros. Para mitigar o problema, o Governo lançou o Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES) e, no âmbito do mesmo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior anunciou agora a disponibilização de 600 camas em todo o país, em articulação com pousadas da juventude, infraestruturas militares, dioceses e misericórdias.

Este número representa um crescimento de 4% em relação ao ano letivo anterior, perfazendo um total de 15.965 camas, comparando com as 15.370 existentes em 2017/2018.

As 600 novas camas equivalem ainda a um aumento da oferta de alojamento para estudantes a preços regulados. Olhando para a distribuição por região, o Porto fica a ganhar com 261 camas, seguido por Lisboa, com 186. A zona centro, que engloba os concelhos de Abrantes, Aveiro e Castelo Branco, disponibiliza um total de 52 camas. O Alentejo (Beja) e o Algarve (Faro e Portimão) somam 44 camas, seguidos pelas regiões do Minho e de Trás os Montes com 34. Por último, surge a Região Autónoma dos Açores (Faial) com 18 camas.

A tutela prevê ainda iniciar, até final do ano, diversas obras com o objetivo de lançar mais 3.200 camas, número que será reforçado no próximo ano com 4.700 novas camas. O setor esteve adormecido, ou mesmo esquecido. Foi preciso o boom turístico para que fossem tomadas medidas. O Plano Nacional está apenas no início.

Se em Portugal estamos a falar num setor tímido, no Reino Unido “as residências para estudantes podem ser consideradas uma vertente do setor imobiliário”, sublinha Philip Hillman, chairman of Living Capital Markets da consultora imobiliária JLL UK.

No Reino Unido, onde exerce, Hillman explica que, no último ano, o alojamento universitário, “gerou um volume de transações de 3,5 mil milhões de euros”, e acrescentou que no seu país “é bastante comum a existência de residências com 500 camas”.

“Arrendar um espaço com cinco ou seis quartos, em que se partilha a cozinha, tem um custo semanal por pessoa entre os 160 e os 250 euros”. O responsável da JLL salienta que esta opção de coabitação “funciona como uma comunidade, e é mais barato do que arrendar um apartamento”.

Um valor que o responsável da JLL considera “extremamente caro”. “Este valor semanal em Londres equivale ao valor mensal no resto da Europa, mas realça que Londres “tem algumas das melhores universidades, e por isso muitos estudantes querem ir para lá”.

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