Governo volta a recomendar teletrabalho e torna-o obrigatório depois do Ano Novo (com áudio)

A medida abrange a semana de 2 a 9 de janeiro de 2022. “A vacina assegura uma proteção superior, estamos melhor do que a generalidade dos países europeus mas não tão bem quanto o que queríamos estar”, disse esta quinta-feira o primeiro-ministro, depois da reunião do Conselho de Ministros.

O teletrabalho passará a ser recomendado nos próximos dias mas tornar-se-á obrigatório depois das celebrações natalícias e de réveillon, na semana de 2 a 9 de janeiro de 2022, para evitar eventuais transmissões do vírus entre familiares e amigos para os locais de trabalho, decidiu esta quinta-feira o Governo, em reunião do Conselho de Ministros.

“A subida de novos casos [de Covid-19] também em Portugal coloca-nos, desde há três dias, acima da linha vermelha, com mais de 240 casos por 100 mil habitantes. A vacina assegura-nos uma proteção superior, estamos melhor do que a generalidade dos países europeus mas não tão bem quanto o que queríamos estar”, afirmou o primeiro-ministro, no briefing à imprensa.

O teletrabalho, sempre que possível, deixou de ser obrigatório a 1 de agosto, passando apenas a ser recomendado. Dois meses a seguir, quando Portugal avançou para a última fase de desconfinamento, essa recomendação acabou ser levantada devido à evolução favorável da situação epidemiológica do país.

Na quarta-feira, depois da audiência com o líder do Executivo, o deputado socialista José Luís Carneiro, que encabeçou a comitiva do PS no Palácio de São Bento, sinalizou que o o trabalho remoto poderia ser recomendado. “O recurso ao teletrabalho para efeitos de proteção e de apoio familiar, caso venha a ser julgado necessário, é com certeza um dos recursos que devemos ter à nossa mão, não colocando em causa o funcionamento essencial dos serviços e da oferta de bens públicos essenciais”, afirmou aos jornalistas.

Portugal registou hoje mais 3.150 casos positivos de Covid-19, totalizando 1.133.241 casos de infeção desde o início da pandemia no país. Mais 15 perderam a vida com esta doença, o que perfaz 18.385 óbitos, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

Notícia atualizada às 17h44

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