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Ministro da Educação admite que falta de professores tem impacto nos ‘rankings’

“Nós não temos dúvidas [de que a falta de professores tem impacto no sucesso escolar]. Não é por acaso que definimos como uma prioridade reduzir o elevado número de alunos sem aulas por períodos prolongados e até ao final da legislatura tínhamos definido como objetivo acabar, de facto, com os alunos sem aulas”, disse.
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FILIPE AMORIM/LUSA
4 Abril 2025, 14h44

O ministro da Educação defendeu hoje no Porto que a leitura que é feita dos ‘rankings’ das escolas “deve ser mais cuidada” e admitiu que a falta de professores tem impacto nos resultados hoje conhecidos.

“Nós não temos dúvidas [de que a falta de professores tem impacto no sucesso escolar]. Não é por acaso que definimos como uma prioridade reduzir o elevado número de alunos sem aulas por períodos prolongados e até ao final da legislatura tínhamos definido como objetivo acabar, de facto, com os alunos sem aulas”, disse.

E acrescentou: “Temos de ter professores para todos os alunos e depois temos de ter um apoio aos alunos que têm dificuldades e que perderam aprendizagens para recuperarem essas aprendizagens”.

Fernando Alexandre, que falava aos jornalistas à margem do Fórum Nacional de Clubes Ciência Viva na Escola, no Porto, pediu também cautela na leitura dos ‘rankings’, defendendo que “não devem ser feitas comparações entre escolas com alunos de um contexto socioeconómico muito favorecido com outras que “não conseguem, por exemplo, fixar professores”.

“Nós disponibilizamos a informação e os ‘rankings’ são construídos pelos ‘media’, pelos jornais, pelos investigadores. É fundamental libertar esta informação porque ela dá uma indicação sobre aquilo que é a evolução do nosso sistema educativo e dos resultados que são alcançados”, mas “o problema do ‘ranking’ é quando não é feita uma comparação entre escolas tendo em atenção o contexto socioeconómico dos alunos”, disse.

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