[weglot_switcher]

Número de insolvências aumentou 50% nos primeiros dois meses de 2024

Discriminando por tipologia de ações, a Iberinform revela que “os crescimentos são mais substanciais com as insolvências requeridas por terceiros a aumentar 93% (evolução de 81 em 2023 para 156 em 2024) e as requeridas pelas próprias empresas a evoluir 138% de 90 para 214 ações”.
6 Março 2024, 17h04

O número de pedidos de insolvência subiu 50% nos primeiros dois meses de 2024, de acordo com um boletim da Iberinform. Em números, são 822 insolvências, um acréscimo de 272 registos face ao mesmo período de 2023.

Discriminando por tipologia de ações, a Iberinform revela que “os crescimentos são mais substanciais com as insolvências requeridas por terceiros a aumentar 93% (evolução de 81 em 2023 para 156 em 2024) e as requeridas pelas próprias empresas a evoluir 138% de 90 para 214 ações”.

Quanto aos encerramentos com plano de insolvência, o boletim aponta para um crescimento de 200% nos mesmos meses, “embora partindo de uma base mais baixa: evolução de três para nove ações. Foi declarada a insolvência com encerramento de processos a um total de 443 empresas, mais 67 que no comparativo com 2023, o que se traduz num incremento de 18%”.

Por distrito, Lisboa e Porto são o que apresentam o valor absoluto mais elevado. No total, são, respetivamente, 190 e 227 insolvências. “Face a 2023, verifica-se um incremento de 47% em Lisboa e de mais de 122% no distrito do Porto”, acrescenta a mesma nota.

Além de Lisboa e Porto, Bragança e Castelo Branco (400%), Ponta Delgada (+150%), Beja (+100%), Vila Real (+100%), Viseu (+63%), Braga (+56%), Faro (+39%), Angra do Heroísmo e Santarém (ambos com aumentos de +33%), Coimbra (+16%), Setúbal (+15%) e Aveiro (+7,1%) registaram subidas nesse período. Por outro lado, Portalegre (-100%), Évora (-56%), Viana do Castelo (-39%) e Leiria (-13%) registaram descidas. Passando aos sectores, as áreas da eletricidade, gás e água (+100%), das Telecomunicações (+100%), Indústria Transformadora (+84%), Hotelaria e Restauração (+65%), Outros Serviços (+57%), Comércio a Retalho (+39%), Comércio de Veículos (+39%), Transportes (+35%), Construção e Obras Públicas (+32%) e Comércio por Grosso (+25%) registaram subidas.

Contudo, a Agricultura, Caça e Pesca e a Indústria Extrativa tiveram uma variação negativa, registando descidas de 46% e 100%, pela mesma ordem.

RELACIONADO
Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.