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Operação “Pactum”. Ministra da Justiça “surpreendida” com buscas a organismos do Ministério

Fonte oficial do Ministério da Justica diz ao JE que Rita Júdice “pediu às eventuais entidades visadas um reporte factual sobre as operações inspetivas, determinando que seja prestado todo o apoio necessário aos inspetores.”
António Cotrim/Lusa
3 Abril 2025, 11h08

Rita Júdice assume estar “surpreendida” com as notícias sobre buscas a organismos do Ministério, que estão a decorrer esta quinta-feira no âmbito da Operação “Pactum”.

Fonte oficial do Ministério da Justica diz ao JE que a Ministra da Justiça “pediu às eventuais entidades visadas um reporte factual sobre as operações inspetivas, determinando que seja prestado todo o apoio necessário aos inspetores”.

A Polícia Judiciária está a realizar esta quinta-feira uma megaoperação de buscas que têm como alvo, entre outros, o Banco de Portugal e a secretaria-geral do Ministério da Justiça, avança o “NOW”.

Em comunicado, a Procuradoria Geral da República (PGR) informa que estão em causa condutas relacionadas com aquisições de serviços na área da Tecnologia de Informação, por várias entidades públicas e por uma entidade privada, entre os anos de 2017 e 2025.

“No centro da investigação encontra-se um conjunto de indivíduos que, em conjugação de esforços e de forma premeditada, viciaram dezenas de procedimentos de contratação pública e privada, num valor total global não inferior a 17 milhões de euros”, pode ler-se no documento.

Este processo corre no Departamento Central de Investigação e Ação Penal, mas também envolve a Procuradoria Europeia, estando no terreno dois juízes de instrução, três magistrados do Ministério Público (MP) e cerca de 250 inspetores da Polícia Judiciária e 50 especialistas da polícia cientifica.

A Procuradoria Geral da República (PGR) indica que estão a ser realizadas 75 buscas entre Lisboa, Porto e Braga, em domicílios, escritórios de contabilidade, sedes de sociedades, Institutos Públicos e outros serviços do Estado.

“Estas buscas destinam-se à recolha de informação relacionada com funcionários desses serviços e não visavam decisores políticos. A investigação prossegue sob direção do DCIAP, com a coadjuvação da Polícia Judiciária, estando o inquérito sujeito a segredo de justiça”, indica o comunicado.

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