O número de reclamações por alegada negligência médica ascendeu a 294 entre 1 de janeiro e 14 de outubro deste ano, correspondendo a um aumento de 26% em termos homólogos, segundo o Portal da Queixa.
De acordo com a plataforma, entre as principais razões apresentadas estão “falhas graves na assistência”, “erros e atrasos no diagnóstico”, “urgências sem médicos” e “doentes abandonados em macas”.
Recuando aos registos do Portal da Queixa para os primeiros nove meses e meio do ano passado, a plataforma recebeu 233 queixas.
“Entre os casos reportados ao Portal da Queixa, destacam-se situações com consequências graves: Uma idosa em risco de vida terá desenvolvido falência de órgãos após reação adversa a um medicamento, vindo a falecer; um outro utente idoso foi encontrado sem higiene, sem medicação e sem acompanhamento, após vários dias sem contacto com a família; uma doente que esteve mais de 10 horas numa maca, sem exames ou avaliação médica, após uma queda”, lista a plataforma em comunicado.
De acordo com o Portal, está em causa um crescimento geral das reclamações relacionadas com o setor da saúde. Entre 1 de janeiro e 14 de outubro de 2025, chegaram à plataforma 4.384 participações. No mesmo período do ano passado, tinham sido submetidas 3.649.
“As situações relacionadas com alegada negligência representam 6,71% das queixas, acima dos 6,39% apresentadas pelos utentes em 2024”, acrescenta a rede de consumidores na mesma nota de imprensa.
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