Que 2019 seja um Bom Ano para todos nós!!!

Faço votos que o ano de 2019 seja o ano em que os madeirenses vão deixar de ser portugueses de 2.ª e vão poder ter acesso a uma verdadeira mobilidade, ou seja, a capacidade de circular livremente dentro do seu próprio país a preços justos e acessíveis ao comum dos cidadãos e que as tarifas inacreditáveis que foram praticadas em 2018 sejam uma coisa que fique definitivamente no passado!

É absolutamente genial quem se lembrou desta coisa dos anos… Estes períodos de 365 dias, autónomos entre si (criando a sensação de serem estanques) que nos dão a oportunidade de reflectir, repensar, mas também de “atacar” este novo ano de 2019 com mais garra, maior determinação e uma vontade férrea em atingir os objectivos a que nos vamos propor neste novo “bloco” de 365 dias.

O ano de 2018 trouxe-nos tempos loucos… Quem poderia pensar que neste ano estaríamos a ultimar os derradeiros pormenores do Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia (com as consequências absolutamente imprevisíveis que poderão daí advir), que veríamos um ressurgimento populista na Europa e especialmente no Brasil onde Jair Bolsonaro acabou de tomar posse como o 38.º Presidente da República Federativa do Brasil, mas também com os mercados financeiros a registar a pior performance da última década (na altura da crise de 2008), com grande volatilidade e a fazer erodir a confiança dos investidores.

No plano interno é com preocupação que se constata que Portugal fecha o ano “velho” com a notícia que bateu o recorde de dívida pública (251,48 mil milhões), o maior de sempre! Pergunto-me sinceramente como é possível que num ano económico essencialmente positivo para Portugal, muito alavancado por factores externos, como o turismo, um mercado imobiliário pujante e o facto de Portugal estar “na moda”, atingirmos, mesmo assim, números desta grandeza num ano que apresentou a maior carga fiscal e as maiores cativações de sempre??? Num ano de 2019 com 3 actos eleitorais distintos, devemos todos reflectir sobre o rumo que estamos a tomar e, se os portugueses o quiserem manter, para bem de todos nós, espero que demonstrem que a velha máxima de Margaret Thatcher – “O Socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros” – afinal estava errada…

Não obstante todos os pontos que falo acima, e que sem dúvida merecem preocupação de todos nós, não consigo entrar em 2019 sem deixar palavras de determinação. Determinação sobretudo em matérias fundamentais para o exercício da cidadania, como por exemplo, na questão da mobilidade. Faço votos que o ano de 2019 seja o ano em que os madeirenses vão deixar de ser portugueses de 2.ª e vão poder ter acesso a uma verdadeira mobilidade, ou seja, a capacidade de circular livremente dentro do seu próprio país a preços justos e acessíveis ao comum dos cidadãos e que as tarifas inacreditáveis que foram praticadas em 2018 (cheguei a pagar € 800 para fazer Funchal/Lisboa/Funchal num único dia) sejam uma coisa que fique definitivamente no passado!

O início de um novo ano é acima de tudo altura de confiança e esperança. Os portugueses em geral e os madeirenses em particular são um povo fantástico, vivemos num país incrível, num clima absolutamente invejável, fomos abençoados com um talento inato de saber receber, saber fazer com que as pessoas se sintam bem connosco e, acima de tudo, fomos bafejados pela sorte de ter dentro de nós uma capacidade de trabalho sem igual.

Acresce que vivemos num mundo cada vez mais globalizado, no qual a tecnologia nos traz um potencial de prosperidade e abundância que não conhece limites. Cabe a nós, a cada um de nós, ter a coragem e determinação de olhar para 2019 com ambição e ilusão, acreditar que neste ano, fixando objectivos ambiciosos e trabalhando de forma disciplinada e diligente, cada um de nós e todos nós em conjunto, vamos levar a Madeira, Portugal e o Mundo para a frente e fazer de 2019 o melhor ano das nossas vidas!

Desejo-vos a todos um Bom Ano!

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