[weglot_switcher]

Receitas da Meo cresceram 3,5% no semestre, puxadas pela energia

EBITDA caiu 3,4%, para 488 milhões de euros, mas excluindo a Altice Labs a contração foi de apenas 0,2%.
Ana Figueired
28 Agosto 2025, 11h23

As receitas da Meo cresceram 3,5% no primeiro semestre deste ano, face aos primeiros seis meses do ano passado, para 1.392 milhões de euros, puxadas pelo segmento de serviços de consumo, onde a energia ganha peso, divulgou a operadora de telecomunicações esta quinta-feira, 28 de agosto.

Os resultados do grupo continuaram a ser penalizados pela Altice Labs, afetada pela quebra das vendas de equipamentos e hardware nos mercados internacionais.

Os resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) caíram 3,4%, para 488 milhões de euros, mas excluindo a Altice Labs a contração é de apenas 0,2%.

O ritmo de crescimento das receitas acelerou 2,2 pontos percentuais no segundo trimestre, face aos primeiros três meses do ano, para 4,6%. Foram obtidos 695 milhões de euros em vendas.

O segmento de consumo cresceu 4,8%, com a energia em destaque. “A Meo Energia registou um crescimento sólido e expandiu significativamente a sua base de clientes, apesar de um contexto de mercado desafiante, marcado pela subida dos preços grossistas de energia e por uma concorrência intensa”, refere a empresa.

A base de clientes de energia mais do que duplicou, passando de 76 mil no final do segundo trimestre de 2024 para 188 mil no final de junho.

As receitas do segmento de serviços empresariais aumentaram 4,5%.

O EBITDA caiu 1,1%, para 244 milhões de euros, mas excluindo o impacto do desempenho da Altice Labs, registar-se-ia um crescimento de 1,0% em termos homólogos, assinala a Meo.

Na mensagem que acompanha a divulgação dos resultados, a CEO da Meo, Ana Figueiredo, realça que a empresa investiu 197 milhões de euros no semestre, 97 milhões no segundo trimestre.

“Num setor em constante evolução, onde a tecnologia, a conectividade e a sustentabilidade se tornaram pilares da sociedade, a nossa resposta tem sido clara: investir, inovar e liderar”, afirma.

Destaca, também, o “programa de transformação organizacional que marca uma nova fase” na “ trajetória” da empresa.

A reestruturação implica a eliminação de cinco empresas e a redução de mil postos de trabalho, entre 800 inscrições no programa de saídas voluntárias, que terminou a 31 de julho, e de 200 saídas já anteriormente negociadas.

 

RELACIONADO

Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.