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Reparar o sector imobiliário da China pode levar anos, diz economista

O mercado imobiliário da China tem sido confrontado pela falta de confiança do consumidor, à medida que os gigantes imobiliários Evergrande e Country Garden estão cheios de problemas de dívida. 
26 Setembro 2023, 13h44

O esforço de urbanização da China pode estar a chegar ao fim e isso poderá prejudicar ainda mais o já debilitado sector imobiliário, segundo o economista chinês Hao Hong citado pela “CNBC”.

“Consertar o sector imobiliário pode ser um trabalho de vários anos ou mesmo de uma década pela frente. A razão é que construímos demasiadas habitações para o povo chinês”, disse o economista da Grow Investment.

Aumenta o risco de liquidação na Evergrande

O mercado imobiliário da China tem sido confrontado pela falta de confiança do consumidor, à medida que os gigantes imobiliários Evergrande e Country Garden estão cheios de problemas de dívida.

A Evergrande, que entrou em default em 2021 após uma crise de liquidez, anunciou, na sexta-feira, que iria adiar uma reunião de reestruturação da dívida que deveria ser realizada na segunda-feira. A Country Garden também está a oscilar em termos de inadimplência.

Os preços das novas moradias na China, em agosto, caíram 0,3% na comparação mensal, ampliando a queda no sector imobiliário. O número também marcou uma queda de 0,1% em relação ao ano anterior.

No fim de semana, um antigo funcionário do gabinete de estatísticas alertou que a população chinesa de 1,4 mil milhões não seria capaz de ocupar os apartamentos desocupados em todo o país.

“Existe agora um excesso de oferta de bens imobiliários. 1,4 mil milhões de pessoas vão vão poder conseguir viver neles”, disse He Keng, antigo vice-chefe do gabinete de estatísticas da China

 

 

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