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Respostas Rápidas. Sonae e Jerónimo Martins: qual é a dimensão dos dois gigantes da distribuição alimentar?

Os universos são muito diferentes – a Sonae ganha em diversificação e a Jerónimo Martins em dimensão – e a sua evolução tem pontos de convergência mas também de divergência. Em 2022, a maior divergência foi o sentido da evolução dos lucros.
23 Março 2023, 10h56

Os dois maiores grupos nacionais do retalho alimentar, a Sonae por via da MC e a Jerónimo Martins com o Pingo Doce, agregam mais de 30 mil milhões de euros de volume de negócios. Para além de trabalharem na mesma área, convergem também no facto de assegurarem que incorporaram parte da inflação, para não sobrecarregarem ainda mais o aumento dos preços no consumidor.

Qual é o volume de negócios conjunto?

É de mais de 33 mil milhões de euros, com larga liderança da Jerónimo Martins, cuja faturação chega aos 25,4 mil milhões, mais 21,5% que em 2021. No final de 2022, a Sonae registou uma faturação de 7,7 mil milhões de euros, um crescimento homólogo face a 2021 da ordem dos 10,9%.

Os lucros também subiram?

O resultado líquido atribuível aos acionistas do grupo Sonae diminuiu 17% em 2022, para 179 milhões de euros face aos 215 milhões de 2021. Por seu turno, os lucros da Jerónimo Martins subiram 27,5% para 590 milhões de euros no ano passado, conforme indicou a empresa à CMVM. Feitas as contas, os dois grupos agregam resultados líquidos de 769 milhões de euros, o que é 13,5% acima do valor agregado de ambos no ano de 2021: 769 milhões em 2022, contra 677,7 milhões em 2021.

Quais as vendas das insígnias alimentares?

A insígnia Pingo Doce registou as vendas com um crescimento de 11,2%, com um LFL (Like for Like) de 9,4% (excluindo combustível), para os 4,5 mil milhões de euros. O EBITDA subiu 17% em termos homólogos, para 1,9 mil milhões de euros. No entanto, a margem de EBITDA, refere o grupo, caiu 0,3 pontos percentuais em relação a 2021, para os 7,3%, devido, diz, à incorporação de parte do impacto da inflação. O balanço não identifica os resultados líquidos da insígnia.

A MC registou uma redução da rentabilidade em 2022. A margem de rentabilidade diminuiu 59 pontos base, para 9,4% em 2022 e o EBITDA subjacente foi de 563 milhões de euros em 2022, registando uma evolução inferior às vendas. O resultado líquido da unidade de retalho alimentar diminuiu 17,8% em 2022, para 179 milhões de euros, valor que traduz uma margem de lucro de 3%, sendo que nos formatos alimentares a margem foi de 2,7%.

Que lucros vão ser distribuídos?

O Grupo Sonae informa que irá propor o pagamento de um dividendo de 0,0537 euros por ação, que corresponde a um dividend yield de 5,7%, com base na cotação de fecho de 31 de dezembro de 2022 (que se situou em €0,935). Na Jerónimo Martins, o lucro por ação foi de 94 cêntimos. A administração do grupo que detém os supermercados Pingo Doce propôs o pagamento aos acionistas de um dividendo de 55 cêntimos por ação, num total de 345,6 milhões de euros.

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