Santos Silva sobre Kofi Annan: “Portugal recorda a sua ação em prol da autodeterminação de Timor”

O Ministério dos Negócios Estrangeiros refere, em comunicado, que o Governo “entende dever evocar o longo, continuado e decisivo contributo de Kofi Annan para a paz e segurança mundiais”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros reagiu esta tarde ao falecimento do 7º secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan. Em comunicado, o gabinete de Augusto Santos Silva refere que “Portugal recorda muito especialmente a ação determinada e decisiva de Kofi Annan em prol da autodeterminação de Timor-Leste”.

O porta-voz do Executivo português começa por explicar que Governo deve lembrar o “longo, continuado e decisivo contributo de Kofi Annan para a paz e segurança mundiais”. Nesse sentido, o responsável pela diplomacia portuguesa destaca o seu empenho no combate ao vírus da SIDA e a doenças como a malária e a tuberculose – ação pela qual foi reconhecido com o Prémio Nobel da Paz em 2001.

Para Augusto Santos Silva, Kofi Annan foi um “infatigável defensor de causas” tanto no país onde nasceu [Gana], a 8 de abril de 1938, como enquanto líder da ONU durante uma década [1997-2007]. “Portugal relembrará Kofi Annan como um importante secretário geral das Nações Unidas que exerceu o seu mandato num período de grandes transformações na ordem política internacional”, conclui a nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros, divulgada este sábado.

Kofi Annan faleceu hoje num hospital na cidade suíça de Berna, aos 80 anos de idade, por motivos de doença. “É com imensa tristeza que a família Annan e a Fundação Kofi Annan anunciam que Kofi Annan, ex-secretário geral das Nações Unidas [7º] e vencedor do Prémio Nobel da Paz, faleceu pacificamente este sábado, 18 de agosto, por doença”, pode ler-se numa publicação feita pelos porta-vozes da fundação criada pelo ex-líder da ONU em 2007.

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