[weglot_switcher]

Tecnologia pode ajudar seguradoras a aproximar-se das necessidades das pessoas, diz membro da Capgemini

Diogo Baptista defende que a introdução da inteligência artificial ajuda a criar uma maior transparência nas seguradoras e que é preciso introduzir a noção aos mais jovens do que é ter um seguro de risco. CEO Inova Consulting considera que as empresas têm de ter um modelo adaptado para cada cliente.
4 Novembro 2025, 15h21

A inteligência artificial está a ajudar a forma como as seguradoras podem gerir os constrangimentos com o cliente, bem como transmitir uma maior transparência. “A população está mais adepta para usar a tecnologia e se confiarem nela, se calhar as próprias seguradoras aproximam-se mais das necessidades que vão aparecendo ao longo da vida”, referiu Diogo Baptista, Head of Pré-Sales Capgemini Portugal, no painel ‘Desafio dos novos comportamentos. Todos diferentes’, inserido no ‘Seguros Summit 2025’, organizado pelo Jornal Económico e que decorre no Altis Belém, esta terça-feira.

Um dos pontos abordados neste painel foi a forma como a geração mais novas olham para o setor dos seguros e a sua importância. O responsável da Capgemini salientou que esta nova geração só irá mudar a sua noção do que é ter um seguro de risco, quando “tiver um filho ou carro”.

Presente no painel esteve Diego Costa Pinto, Diretor do NOVA Marketing Analytics Lab, que alertou para o facto da geração mais nova ter hoje em dia uma maior preocupação em subscrever Youtube e Netflix e não seguros. “Os jovens têm um uso de tecnologia semanal, muito maior do que a geração mais velha e por isso estão mais expostos aos riscos de uma vulnerabilidade digital”, afirmou.

Com base neste cenário, Luís Rasquilha, CEO Inova Consulting (tendências, inovação e futuro do consumo), sublinhou que hoje a informação disponível na internet duplica a cada 12h.

“No Brasil, há mais pessoas que dizem que são influencers, do que médicos, advogados e professores juntos. Estamos a entrar em territórios de quase esquizofrenia”, sublinhou.

Sobre a evolução da inteligência artificial, o responsável não tem dúvidas de que em 2030, “tudo o que vemos de IA atualmente vai estar ultrapassado. “E não estamos preparados para isso”, realçou.

O CEO considerou que o mercado segurador tem a sua discussão no modelo mental. “Temos de ter um modelo orientado para cada cliente. A Europa ainda é muito resistente à mudança. As empresas têm de abandonar o saber fazer e introduzir o saber pensar”, referiu.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.