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Turismo angolano conta com primeiro guia para investidores

Angola apresentou, à margem da sua participação na feira ITB Berlim como país anfitrião, um guião direcionado para investidores interessados no setor turístico do país, que assume hoje uma posição core nos planos de diversificação económica.
7 Março 2026, 16h00

Angola apresentou esta semana o seu primeiro Guia de Investimento no Turismo, em Berlim, onde o país se apresentou como anfitrião da 60.º edição da maior feira internacional de turismo do mundo.

Foi no luxuoso Ritz-Carlton, no centro da capital alemã, que o Executivo angolano afirmou o potencial de Angola também como destino de investimento, perspetivando otimizar o papel do turismo na diversificação económica do país, nomeadamente através de parcerias público-privadas.

Além de listar cinco razões para investir no setor turístico de Angola, o documento oferece aos interessados em investir no país um guião detalhado sobre os passos a seguir para abrir uma empresa, nomeadamente a documentação necessária e onde submetê-la em cada fase, do Ministério da Justiça, à AIPEX – Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola e ao Guiché Único da Empresa (GUE).

O “Tourism Doing Business: Investing in Angola”, elaborado em parceria com a UN Tourism, apresenta a arquitetura fiscal do país e os benefícios e regimes especiais que abrangem os investimentos. Importa recordar, aqui, o mecanismo da Janela Única do Investimento (JUI), que concentra as etapas necessárias ao investimento na Aipex. Classificado como um setor prioritário na Lei 10/21, que introduziu alterações à Lei do Investimento Privado em Angola, e no Plano de Fomento ao Turismo (PLANATUR) 2024-2027, “o turismo é elegível para as reduções fiscais mais agressivas do país”. “Esses incentivos são projetados especificamente para canalizar capital para atividades não minerais, a fim de garantir a estabilidade macroeconómica para 2026 e depois”, lê-se no Guia de Investimento, que se estende ao longo de quase 150 páginas.

Garantida parte das infraestruturas essenciais à dinamização comercial e económica, nomeadamente com a modernização das infraestruturas aeroportuárias e reforço da capacidade operacional desse setor nas várias regiões do país, Angola apresenta-se hoje numa posição mais favorável para colher o interesse de investidores internacionais.

“Angola fez uma transição bem-sucedida de um modelo restritivo e dependente do petróleo para um dos ambientes de investimento mais competitivos da África Subsaariana. À medida que avançamos em 2026, este ecossistema já não é apenas um conjunto de medidas isoladas, mas o primeiro passo operacional da Visão Angola 2050, que garante segurança jurídica e estímulos ao investimento para o próximo quarto de século”, lê-se no Guia do Investimento, que se estende ao longo de quase 150 páginas.

O novo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto (AIAAN), já em pleno funcionamento, é uma das principais bandeiras da agenda governativa, mas também o Corredor do Lobito. “Angola está a avançar com reformas importantes para os investidores: novos procedimentos, melhoria da conectividade e um crescente fluxo de projetos ligados ao planeamento e à conservação. Em conjunto, estas medidas estão a tornar o ambiente empresarial mais previsível e a alinhar o crescimento do turismo com as prioridades de desenvolvimento nacional”, salienta a secretária-geral da UN Tourism, Shaikha Al Nuwais.

Em maio, Luanda recebe a Cimeira de Investimentos no Turismo, anunciou em Davos o presidente do Global Tourism Forum, que organizou o jantar de líderes onde o Guia do Investimento foi apresentado.

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