Basílio Horta afirma que estão a baixar os casos ativos em Sintra

O presidente da Câmara de Sintra afirmou esta quarta-feira que os mais recentes indicadores apontam para um decréscimo sistemático do número de casos ativos da Covid-19 no seu concelho, mas advertiu que o caminho é “de gelo fino”.

Basílio Horta falava no final de uma reunião de cerca de duas horas com o primeiro-ministro, António Costa, com a ministra da Saúde, Marta Temido, e com o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, que é também o coordenador do Governo para a região de Lisboa e Vale do Tejo para o combate à covid-19.

Na reunião, de acordo com o autarca eleito pelo PS e fundador do CDS, foram analisadas “todas as matérias relacionadas com a pandemia da covid-19, tendo em vista quebrar as cadeias de transmissão”.

“Os últimos resultados que temos sobre casos ativos são animadores, mas não podemos ter aqui um otimismo, apenas realismo. No entanto, os últimos números apontam para um decréscimo sistemático dos casos ativos em Sintra. Com exceção de uma só freguesia, em que se regista um ligeiro aumento, os casos estão a descer”, observou o presidente da Câmara de Sintra.

Basílio Horta classificou como “animadores” estes indicadores e disse que a partir do momento em que as equipas multidisciplinares contra a covid-19 foram formadas “há um caminho novo e uma esperança nova que se abre no combate a esta pandemia”.

“Estou convencido que os resultados vão ser ainda melhores, mas não vamos falar antes do tempo. Hoje, neste momento, manifestamente, há bons resultados, embora se esteja a caminhar sobre gelo muito fino. Todo o trabalho que vai ser feito é para manter esta tendência”, declarou.

Antes da covid-19, segundo o presidente da Câmara de Sintra, o concelho “estava em franco progresso económico e social e registava uma taxa de desemprego de 4,6%, quase pleno emprego”.

“Hoje, infelizmente, temos uma taxa de desemprego bem maior. O ano passado, por esta altura, não havia mais do que oito mil desempregados no município. Agora, temos 14,3 mil desempregados. Além da covid-19, estamos ainda a travar um combate contra a crise económica e social”, lamentou Basílio Horta.

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