Cientistas da OMS vão para a China investigar origem da Covid-19

Enquanto dois cientistas testaram positivamente para anticorpos, os restantes 13 vão ficar sob vigilância das autoridades de saúde chinesas e fazer a quarentena de duas semanas em Wuhan antes de arrancar com a investigação.

Organização Mundial de Saúde

No início de 2020, as notícias internacionais davam conta de uma infeção que se propagava rapidamente, tendo já registado a sua primeira morte. Um ano depois, com a infeção já propagada no mundo e a causar milhares de mortes por dia, uma equipa da Organização Mundial da Saúde (OMS) rumou à cidade de Wuhan para investigar a origem do novo coronavírus mas dois membros estão retidos em Singapura após testarem positivos a anticorpos, enquanto a restante equipa testou negativo, revela o “The New York Times”.

Quando chegaram à China, a equipa de 15 cientistas foi testada novamente, apesar de todos terem apresentado testes negativos ao vírus antes da viagem. Enquanto dois cientistas testaram positivamente para anticorpos, os restantes 13 vão ficar sob vigilância das autoridades de saúde chinesas e fazer a quarentena de duas semanas em Wuhan.

Apesar da quarentena obrigatória, a OMS apontou no Twitter que a equipa que se encontra em isolamento na cidade onde foi primeiramente detetado o vírus vai começar “o seu trabalho imediatamente durante o protocolo de quarentena de duas semanas para viajantes que cheguem do estrangeiro”.

Segundo o “The New York Times”, a investigação da entidade de saúde mundial encontra-se num passo crítico para perceber como é que o vírus é transmitido entre pessoas e animais, evitando que se desenvolva outra pandemia.

Durante vários meses, desde que se tornou pública a vontade da OMS ir investigar a origem do vírus, que a China tem tentado impedir a chegada dos cientistas, impondo atrasos aos vistos ou mesmo regras de isolamento apertadas.

Em julho do ano passado, os primeiros dois especialistas da OMS foram autorizados a entrar na China para investigar a origem da infeção que fechou os países, mas foram forçados a fazer quarentena e impedidos de visitar Wuhan. A entidade liderada por Tedros Adhanom Ghebreysus censurou Pequim numa entrevista coletiva, revelando que a OMS estava “muito dececionada” com os atrasos impostos pelo governo chinês.

Posteriormente a estas declarações e com as novas chegadas, a China pediu “transparência” à investigação, uma vez que ainda são amplamente criticados por espalhar o vírus e tentar esconder a extensão do surto.

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