Covax. EUA vão aderir ao programa de distribuição de vacinas da OMS

O principal epidemiologista da Casa Branca, Anthony Fauci, revelou que o país vai aderir ao programa de distribuição das vacinas da Organização Mundial da Saúde no combate à Covid-19.

Os Estados Unidos vão aderir esta quinta-feira à plataforma Covax, criada pela Organização Mundial da Saúde para garantir uma distribuição equitativa das vacinas contra a Covid-19 no mundo, anunciou o representante norte-americano na entidade.

Os Estados Unidos “vão juntar-se aos trabalhos internacionais de combate à pandemia, pelo que o Presidente publicará hoje uma diretiva que contempla a incorporação do país ao programa Covax”, afirmou o representante norte-americano na comissão executiva da Organização Mundial da Saúde (OMS) e principal epidemiologista da Casa Branca, Anthony Fauci.

Fauci fez o anúncio poucas horas depois de o Presidente Joe Biden notificar o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, de que os Estados Unidos cancelaram os planos de abandonar o organismo internacional de saúde.

A nova Administração norte-americano agradeceu à OMS pelo seu papel de liderança na luta contra a pandemia de Covid-19 e garantiu que o país voltará a dar apoio financeiro à organização.

Os Estados Unidos, que já tinham anunciado a intenção de regressar à OMS na quarta-feira, “pretendem cumprir as suas obrigações financeiras para com a organização”, sublinhou Anthony Fauci na reunião desta quinta-feira.

Garantindo que os Estados Unidos vão aderir ao projeto da OMS para distribuir vacinas em todo o mundo, Fauci afirmou que o país está “pronto” para apoiar a resposta internacional à pandemia.

A Administração Biden “vai trabalhar com a OMS para fortalecer e reformar a organização e melhorar os seus mecanismos para que respondam de forma mais adequada às emergências de saúde”, disse.

Pouco depois de assumir a presidência, na quarta-feira, Biden emitiu uma ordem executiva para impedir que o país deixasse a OMS, processo que o seu antecessor, Donald Trump, iniciou em julho do ano passado para entrar em vigor um ano depois, ou seja, em julho deste ano.

“Este é um grande dia para esta organização e para a saúde mundial”, reagiu o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, elogiando o cancelamento do abandono da OMS pelos Estados Unidos.

Ghebreyesus afirmou ainda estar muito satisfeito com a anunciada incorporação dos EUA no programa Covax, referindo que “isso significa que o mundo estará mais bem equipado” na luta contra a pandemia.

“Estamos muito satisfeitos que os Estados Unidos permaneçam nesta família”, acrescentou, destacando que o papel desse país na saúde global “é realmente crucial”.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos e também com mais casos de infeção confirmados, 24.419.844 casos e 405.622 óbitos.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.058.226 mortos resultantes de mais de 96,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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