Covid-19: Itália com mais de 5.700 casos nas últimas 24 horas

Itália registou 5.724 novos casos de infeção com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, o pior número verificado desde 28 de março, indicou o Ministério da Saúde.

Itália registou mais 5.724 novos casos de infeção com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, o pior número verificado desde 28 de março, indicou o Ministério da Saúde, que adiantou que, desde sexta-feira passada, morreram mais 29 pessoas, elevando para 36.610 o total de óbitos desde o início da pandemia de covid-19 no país, em fevereiro.

Em comunicado, o Ministério da Saúde refere que, no total, desde fevereiro já foram reportados no país 349.494 casos de infeção com o novo coronavírus.

O número de novos casos reportado desde sexta-feira é o mais elevado desde 28 de março, quando se registaram 5.974 infeções. Nas últimas 24 horas realizaram-se 133.048 testes, um novo recorde.

Das 5.724 novas infeções, 1.140 foram reportadas na região da Lombardia, a mais afetada pela pandemia. Na Campania (no sul do país) registaram-se 664 novos contágios e em Veneto 561.

Em declarações à comunicação social, o diretor da proteção civil italiana, Angelo Borrelli, admitiu que a curva de transmissão está a aumentar, embora a situação seja diferente de março e abril, pois há menos doentes internados nas unidades de cuidados intensivos.

“Era esperado um aumento no contágio, mas a situação é diferente da de março e abril. Hoje temos um número significativo de pessoas infetadas, mas menos pessoas hospitalizadas em cuidados intensivos”, afirmou.

Contudo, acrescentou, dado o aumento do número de infeções, é essencial que os cidadãos sejam responsáveis e tenham consciência da importância das medidas de prevenção.

Nas próximas horas, o comité técnico italiano vai reunir-se com o ministro da Saúde, Roberto Speranza, para estudarem o aumento de infeções na última semana e a capacidade de rastrear novos casos.

Roberto Speranza já reconheceu o novo surto de casos de covid-19 e salientou que a pandemia mostrou que o investimento nos cuidados de saúde é essencial.

“Ainda não estamos fora da fase mais difícil. Devemos prosseguir vigorosamente todas as medidas de prevenção para manter os nossos números ainda mais baixos do que noutros países europeus”, referiu, apelando também aos partidos políticos para assinarem “um grande pacto nacional” para melhorar o sistema nacional de saúde.

O ministro da Saúde italiano defendeu ainda que é necessário “elevar o nível de cuidados” e “uma maior coordenação com as regiões”, apesar de “o comportamento das pessoas continuar a ser crucial”.

O Governo italiano já prorrogou o estado de emergência no país até 31 de janeiro de 2021.

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