Covid-19: Itália regista 1.587 novos casos nas últimas 24 horas

A Itália registou 1.587 novos contágios com coronavírus nas últimas 24 horas, aumentando o total de casos para 298.156 desde o início da pandemia.

A Itália registou 1.587 novos contágios com coronavírus nas últimas 24 horas, aumentando o total de casos para 298.156 desde o início da pandemia, informou este domingo o Ministério da Saúde local. Neste dia registaram-se mais 15 mortos, aumentando o total de óbitos por covid-19 para 35.707, de acordo com a mesma fonte.

A região mais afetada pela pandemia continua a ser a Lombardia, seguindo-se Veneto, Campânia e Lácio, onde fica a capital, Roma. Itália, que decretou o estado de emergência a 21 de fevereiro, é o segundo país europeu mais afetado pela pandemia de covid-19, depois do Reino Unido.

Segundo um balanço feito pela agência francesa AFP, a pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 957.948 mortos e mais de 30,8 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, desde que um novo coronavírus foi detetado no final de dezembro, na China.

Domingo e segunda-feira os italianos vão pela primeira vez às urnas desde o início da pandemia, para eleger os governos de sete das 20 regiões e votar em referendo a redução em um terço do número de deputados.

Inicialmente programadas para o final de março, estas duas eleições foram adiadas várias vezes devido à pandemia. O Governo italiano optou por distribuir a votação por dois dias para evitar multidões.

Todos os olhos estão voltados para três das regiões, onde uma vitória da direita pode abalar o Governo do primeiro-ministro, Giuseppe Conte, apoiado pela coligação entre o Movimento 5 Estrelas (M5S, antissistema) e o Partido Democrata (PD, centro-esquerda).

As três regiões em questão são Campânia, Apúlia e principalmente Toscânia, bastião da esquerda há mais de meio século e onde as urnas colocam candidatos da esquerda e da coligação de direita (que inclui partidos de extrema-direita) muito próximos.

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“Vamos reforçar todos os dispositivos de ajuda”, afirmou o governante, especificando que seis mil milhões respeitam a fundos de solidariedade, sete mil milhões para desemprego parcial (o designado ‘lay-off’), mais de mil milhões para exonerações de contribuições sociais e outro tanto para assumir custos de empresas com alugueres.

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Entre as medidas apresentadas, no campo da justiça fiscal, João Oliveira anunciou que os comunistas pretendem a “atualização dos escalões IRS, o aumento de mais um escalão neste imposto aumentando a progressividade do mesmo, bem como o aumento dos chamados valores do mínimo de existência e dedução especifica, permitindo cumprir o objetivo de redução da tributação dos rendimentos mais baixos, intermédios”.
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