Criado laboratório luso-chinês para estudo do espaço e dos oceanos

O STARLab será financiado em partes iguais pelos dois países e no total está previsto um investimento que ronda os 50 milhões de euros nos próximos anos e a abertura de centros de investigação e desenvolvimento em Portugal e na China.

Cristina Bernardo

Foi hoje assinado, depois de um memorando de entendimento entre Portugal e a China, um projeto designado de STARTLab.

O STARLab possui metas a nível científico que passam pelo estudo de fenómenos naturais e os seus potenciais impactos sistémicos e ambientais, e para tal prevê o desenvolvimento de soluções tecnológicas baseadas, nomeadamente, em microssatélites e na sua integração com plataformas robóticas de exploração do mar profundo.

Na assinatura, presidida pelo Primeiro-ministro, António Costa e pelo Presidente chinês, Xi Jinping, estiveram presentes Ricardo Mendes, CEO do Grupo Tekever, e Jiancun Gong, diretor do Instituto de Microssatélites da Academia de Ciências Chinesa.

O STARLab será financiado em partes iguais pelos dois países e no total está previsto um investimento que ronda os 50 milhões de euros nos próximos anos e a abertura de centros de investigação e desenvolvimento em Portugal e na China.

A criação do STARLab, laboratório luso-chinês para a investigação e desenvolvimento tecnológico para o Espaço e para os Oceanos, tem como finalidade desenvolver tecnologias e sistemas de engenharia para melhorar o conhecimento, a gestão e a exploração sustentável dos Oceanos e do Espaço.

“Para além de fortalecer uma parceria de longo prazo entre a China e Portugal nas áreas da Ciência e Tecnologia, os objetivos do STARLab estão alinhados com a iniciativa do AIR Centre, anunciada recentemente pelo governo, e que se consubstancia numa abordagem integrada ao estudo do Espaço e dos Oceanos”, refere Ricardo Mendes em comunicado. O CEO da Tekever considera ainda “Estarmos perante uma excelente oportunidade de acelerar o desenvolvimento tecnológico na área dos Micro-Satélites e da robótica marítima, e de criar uma infraestrutura de observação que nos permita oferecer novos tipos de serviços a toda a comunidade Atlântica”.

O laboratório conta com a participação do Instituto de Microssatélites da Academia de Ciências Chinesa, que nos últimos quinze anos foi responsável pelo lançamento de perto de quarenta satélites no âmbito de missões científicas, assim como do Instituto de Oceanografia da Academia de Ciências Chinesa, especializado na avaliação de recursos, alterações climáticas e biodiversidade, estando previsto que outros organismos na órbita da Academia de Ciências Chinesa possam vir a trabalhar com o laboratório.

Do lado nacional, a iniciativa está a ser impulsionada pela Tekever, com foco na área do Espaço, e pelo CEiiA (Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto), com foco na área dos Oceanos, e com o suporte do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, através da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

A atividade do STARLab irá futuramente envolver novos centros de I&D e universidades, de ambos os países, durante a fase de implementação.

“Não poderíamos ter melhores parceiros para o arranque deste projeto”, refere ainda o responsável da Tekever, “pois a Academia de Ciências Chinesa é um instituição de reconhecido valor científico a nível mundial, e o CEiiA irá trazer para o STARLab o know-how adquirido na observação in-situ dos oceanos, bem como uma reconhecida experiência na incorporação de novas tecnologias desenvolvidas pela indústria e pela academia nacionais “.

Ler mais
Recomendadas

Angola vai aos mercados buscar até 3 mil milhões de dólares

Numa nota enviada aos clientes, e a que a Lusa teve acesso, o gabinete de estudos do Banco Fomento Angola diz que a equipa do Ministério das Finanças reuniu-se com vários investidores na semana passada em Nova Iorque, numa operação que será apoiada pelo Deutsche Bank, ICBC e Standard Chartered.

Criminalidade e delinquência são o maior risco de segurança para empresas em Angola, diz Fitch

De acordo com um relatório que apresenta os riscos operacionais em Angola para o primeiro trimestre de 2020, produzido pela consultora Fitch e a que a Lusa teve acesso, a história violenta de Angola, a desigualdade e os altos níveis de pobreza são fatores que contribuem para o elevado nível de crimes com motivação económica no país.

Os números que contam nas legislativas do Reino Unido a 12 de dezembro

Esta quinta-feira encerra o prazo de inscrição dos candidatos e pelo menos 79 deputados não se vão recandidatar.
Comentários