Dinamarca elimina máscaras em espaços interiores e alarga horário na restauração

A Dinamarca vai estender até à meia-noite o horário dos bares e restaurantes a partir de sexta-feira e eliminar a máscara em espaços interiores, exceto nos transportes, na segunda-feira, segundo um plano para acelerar o desconfinamento apresentado esta quinta-feira.

Copenhaga, Dinamarca

Este plano prevê o levantamento total das restrições a 01 de outubro e o desaparecimento do passaporte de saúde necessário para determinadas atividades.

“Tudo o que perdemos, poderemos fazer porque temos um importante controlo da pandemia”, sublinhou o ministro da Saúde, Magnus Heunicke, em conferência de imprensa.

A máscara, que como no resto dos países nórdicos nunca foi obrigatória ao ar livre, deixará de ser uma exigência em supermercados, lojas e centros comerciais e só será solicitada para passageiros que viajem de pé nos transportes públicos, exigência que desaparecerá no dia 01 de setembro.

Os bares e restaurantes podem abrir até meia-noite a partir de sexta-feira e a venda de bebidas alcoólicas será permitida até esse horário, que será alargada até às 02:00 a partir de 15 de julho, além de permitir um aumento da lotação máxima nos estabelecimentos.

As discotecas, que estiveram fechadas durante a pandemia, reabrirão no dia 01 de setembro sem outras restrições para além da apresentação do passaporte “coronapas”, apenas até 01 de outubro.

Nesta data, este documento, que comprova a recuperação da doença, a vacina foi recebida ou um teste negativo foi recebido nas últimas 72 horas, deve desaparecer. Não será mais exigido em museus, cinemas e teatros a partir de 01 de agosto e em bares e restaurantes um mês depois.

O plano prevê ainda permitir 25.000 espetadores durante as quatro partidas do Euro 2020 que serão disputadas em Copenhaga, contra 16.000 até agora.

Por falta de tempo, no entanto, esta medida ainda não estará em vigor no primeiro encontro entre a Dinamarca e a Finlândia, que está marcado para sábado, alertou a federação.

Relativamente poupado pela pandemia, o país escandinavo atualmente tem apenas 122 pacientes hospitalizados com covid-19, o menor número desde outubro.

A Dinamarca é um dos países menos afetados da Europa, com 2.521 mortes registadas por covid-19 e uma taxa de mortalidade de 43,33 por 100.000 habitantes, quatro vezes menos que a Espanha.

Devido a uma política massiva de testes gratuitos (é o país que realiza mais testes na União Europeia), rastreamento e sequenciamento, a Dinamarca conseguiu até agora evitar a terceira vaga, o que lhe permitiu iniciar o desconfinamento no início abril.

A taxa de reprodução do vírus é de 0,8 e o número de hospitalizados por covid-19 foi de 122 na quarta-feira, o menor valor desde outubro.

Entre os 5,8 milhões de dinamarqueses, 24,2% da população está totalmente vacinada, enquanto 42,7% receberam a primeira dose.

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